Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Na propedêutica mamária, os exames subsidiários têm papel muito importante. Em relação a eles, é correto afirmar que
Mamografia é padrão ouro para rastreamento, mas USG é essencial para diferenciar lesões císticas de sólidas, complementando a avaliação.
A mamografia é o principal método de rastreamento para câncer de mama, mas sua capacidade de diferenciar lesões císticas de sólidas é limitada. Nesses casos, a ultrassonografia mamária é fundamental para caracterizar a natureza da lesão, sendo um exame complementar importante.
A propedêutica mamária é um pilar fundamental na detecção precoce e diagnóstico do câncer de mama, utilizando uma combinação de exames de imagem. A mamografia é o método de rastreamento mais eficaz e amplamente utilizado para mulheres assintomáticas, capaz de detectar microcalcificações e massas que podem indicar malignidade. No entanto, a mamografia possui limitações, especialmente na diferenciação entre lesões císticas (benignas, preenchidas por líquido) e sólidas (que podem ser benignas ou malignas). Nesses casos, a ultrassonografia mamária é um exame complementar de grande valor, pois permite caracterizar a natureza da lesão, sendo essencial para guiar a conduta diagnóstica. Mamas densas também podem ter sua avaliação dificultada pela mamografia, onde a ultrassonografia se torna ainda mais relevante. A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza os achados dos exames de imagem da mama, orientando a conduta. BI-RADS 0 significa avaliação incompleta, necessitando de exames adicionais. BI-RADS 3 indica achado provavelmente benigno, com acompanhamento em curto prazo (6 meses), e biópsia não é justificada rotineiramente, a menos que haja alteração ou preocupação clínica. A ressonância magnética de mama é um exame de alta sensibilidade, mas não substitui a mamografia no rastreamento populacional, sendo reservada para situações específicas de alto risco ou estadiamento.
A ultrassonografia mamária é crucial para complementar a mamografia, especialmente na diferenciação entre lesões císticas e sólidas, na avaliação de mamas densas e na orientação de biópsias.
BI-RADS 0 indica que a avaliação mamográfica é incompleta e requer exames adicionais, como ultrassonografia ou incidências mamográficas complementares, para uma conclusão diagnóstica. Não significa repetir o exame em 6 meses.
A ressonância magnética de mama é indicada para rastreamento em pacientes de alto risco, estadiamento de câncer de mama já diagnosticado, avaliação de implantes mamários e em casos de câncer oculto, não substituindo a mamografia no rastreamento populacional.
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