UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Em relação à propedêutica do casal infértil, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A avaliação de infertilidade geralmente é iniciada após um ano de relações sexuais regulares desprotegidas, em mulheres com mais de 35 anos.( ) Mulheres jovens que se submeteram à ooforectomia unilateral, geralmente, não apresentam redução da fertilidade.( ) A reserva ovariana diminuída pode se referir à diminuição da qualidade do oócito, quantidade de oócitos ou potencial reprodutivo.( ) Em mulheres adultas, os níveis de hormônio anti-mulleriano (HAM) aumentam gradualmente à medida que o pool de folículos primordiais diminui com a idade.( ) A histerossalpingografia não é útil para detectar aderências peritubárias ou endometriose. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Avaliação infertilidade: <35 anos após 1 ano; >35 anos após 6 meses. HAM ↓ com idade. HSG não detecta aderências/endometriose.
A propedêutica da infertilidade deve ser individualizada, considerando a idade da mulher para o início da investigação. A reserva ovariana é um fator crítico, e exames como o HAM e a histerossalpingografia têm papéis específicos e limitações que precisam ser compreendidas para um diagnóstico preciso.
A infertilidade é definida como a incapacidade de conceber após um período de relações sexuais regulares e desprotegidas. Sua avaliação é um processo complexo que envolve ambos os parceiros e deve ser iniciada de forma individualizada, considerando fatores como a idade da mulher. Para mulheres com menos de 35 anos, a investigação começa após 12 meses de tentativas; para aquelas com 35 anos ou mais, o período é reduzido para 6 meses, devido à diminuição mais acentuada da fertilidade com o avanço da idade. A propedêutica feminina inclui a avaliação da reserva ovariana, que se refere à quantidade e qualidade dos oócitos disponíveis. Marcadores como o Hormônio Anti-Mulleriano (HAM) são cruciais, pois seus níveis diminuem progressivamente com a idade, refletindo a redução do pool folicular. Outros exames incluem a histerossalpingografia (HSG), que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade endometrial, sendo fundamental para identificar fatores tubários e uterinos de infertilidade. É importante ressaltar que a HSG possui limitações; ela não é capaz de diagnosticar aderências peritubárias ou endometriose, condições que frequentemente contribuem para a infertilidade e que geralmente exigem laparoscopia para confirmação. A ooforectomia unilateral em mulheres jovens, por outro lado, geralmente não compromete significativamente a fertilidade, pois o ovário remanescente tende a compensar a função. O manejo da infertilidade requer uma abordagem multidisciplinar e individualizada, baseada em um diagnóstico preciso.
A investigação da infertilidade é geralmente iniciada após um ano de relações sexuais regulares desprotegidas. No entanto, em mulheres com mais de 35 anos, a avaliação deve ser iniciada mais precocemente, após 6 meses de tentativas.
O HAM é um marcador importante da reserva ovariana, refletindo o número de folículos antrais e pré-antrais. Níveis baixos de HAM indicam uma reserva ovariana diminuída, o que pode impactar o prognóstico de fertilidade e a resposta a tratamentos como a fertilização in vitro.
A histerossalpingografia é útil para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. Contudo, ela não é eficaz para detectar aderências peritubárias, endometriose ou outras patologias pélvicas externas, que requerem laparoscopia para diagnóstico definitivo.
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