SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação à propedêutica do abdômen agudo, assinale a alternativa INCORRETA:
USG na apendicite: alta especificidade (>90%) e sensibilidade operador-dependente; TC é o padrão-ouro.
A ultrassonografia é útil na apendicite, especialmente em crianças e gestantes, apresentando alta especificidade; a afirmação de que sua especificidade é baixa está incorreta.
O manejo do abdome agudo exige uma escolha racional dos exames complementares. O Raio-X simples continua sendo uma ferramenta de triagem rápida para obstrução intestinal (níveis hidroaéreos, distensão de alças) e perfuração, embora um exame normal não exclua patologia grave. A Ressonância Magnética (RM), embora menos citada, tem ganhado espaço em protocolos específicos, como na suspeita de apendicite em gestantes quando a USG é inconclusiva, visando evitar a radiação da TC. Contudo, na rotina geral de emergência, sua disponibilidade limitada e tempo de execução longo ainda restringem seu uso sistemático.
A ultrassonografia (USG) é frequentemente o primeiro exame em populações específicas (crianças e gestantes). Sua sensibilidade varia entre 75-90%, dependendo muito da habilidade do examinador e do biotipo do paciente. No entanto, sua especificidade é notavelmente alta, frequentemente superior a 90%. O erro da questão reside em afirmar que a especificidade é baixa. Se um radiologista experiente identifica um apêndice não compressível, com diâmetro > 6mm e apendicólito, o diagnóstico é altamente provável.
O Raio-X de tórax em posição ortostática (em pé) é o exame mais sensível para a detecção de pneumoperitônio (ar livre na cavidade peritoneal), sinal clássico de perfuração de víscera oca. Isso ocorre porque o ar tende a subir e se acumular logo abaixo das cúpulas diafragmáticas, sendo mais facilmente visualizado no tórax do que no Raio-X de abdome simples, onde a sobreposição de alças intestinais pode mascarar pequenas quantidades de gás extraluminal.
A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve envolve uma carga de radiação significativamente maior que a radiografia simples. Enquanto um Raio-X de abdome expõe o paciente a cerca de 0.7 mSv, uma TC de abdome/pelve pode expor a 10-15 mSv, o que representa uma dose centenas de vezes superior (cerca de 300 a 500 vezes mais, dependendo do protocolo). Por isso, a indicação de TC deve ser criteriosa, especialmente em pacientes jovens.
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