HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Um paciente de 72 anos apresenta-se ao pronto-socorro com quadro de febre alta, tosse produtiva e confusão mental. Ao exame, sua frequência respiratória é de 28 rpm, saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente, pressão arterial de 85/50 mmHg e temperatura de 38.9ºC. Qual seria a conduta adequada?
Idoso com infecção + disfunção orgânica (confusão, hipotensão, hipoxemia) → Sepse/Choque Séptico → Coleta, ATB, Volume, Monitorização.
O paciente idoso apresenta sinais de infecção (febre, tosse produtiva) e disfunção orgânica (confusão mental, hipotensão, hipoxemia), configurando um quadro de sepse grave ou choque séptico. A conduta inicial deve ser agressiva, incluindo coleta de culturas (hemoculturas), início precoce de antibioticoterapia de amplo espectro, expansão volêmica com cristaloides e monitorização rigorosa.
A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Em pacientes idosos, a apresentação clínica pode ser atípica, com sintomas inespecíficos como confusão mental, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. O caso apresentado descreve um paciente idoso com infecção pulmonar (febre, tosse produtiva) e múltiplos sinais de disfunção orgânica (confusão mental, taquipneia, hipoxemia, hipotensão), configurando um quadro de choque séptico. O manejo do choque séptico é uma emergência médica e deve seguir um "pacote de horas" (sepsis bundle) para otimizar os resultados. A conduta inicial inclui a coleta de culturas (prioritariamente hemoculturas) antes do início dos antibióticos, mas sem atrasar a antibioticoterapia. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora, cobrindo os patógenos mais prováveis. A expansão volêmica com cristaloides é fundamental para restaurar a perfusão tecidual e a pressão arterial, com metas de 30 mL/kg nas primeiras 3 horas. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e perfusão periférica é essencial para guiar a terapia e identificar a necessidade de vasopressores se a hipotensão persistir. O reconhecimento precoce e a intervenção agressiva são cruciais para melhorar o prognóstico na sepse.
Em idosos, os sinais de sepse podem ser atípicos, incluindo confusão mental, queda do estado geral, hipotensão, taquipneia, febre ou hipotermia, e oligúria. A disfunção orgânica é um marcador chave.
A expansão volêmica com cristaloides é crucial no choque séptico para restaurar a perfusão tecidual e a pressão arterial, combatendo a hipovolemia relativa e a vasodilatação. Deve ser guiada por metas hemodinâmicas.
O início precoce da antibioticoterapia de amplo espectro, preferencialmente dentro da primeira hora após o reconhecimento da sepse, é fundamental para reduzir a mortalidade, pois cada hora de atraso aumenta o risco de óbito.
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