CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2015
A promulgação das Leis Orgânicas da Saúde em 1990 representou a extinção de uma dicotomia presente até aquele momento no Sistema Nacional de Saúde. Um dos lados desse sistema era ocupado pelo INAMPS que tinha como características estruturais:
INAMPS = modelo hospitalocêntrico, acesso restrito e compra de serviços privados, extinto pelas Leis Orgânicas da Saúde.
O INAMPS, antes da criação do SUS, caracterizava-se por um modelo assistencial hospitalocêntrico, focado na medicina curativa e na compra de serviços da rede privada. As Leis Orgânicas da Saúde (8080 e 8142/90) extinguiram essa dicotomia, estabelecendo o SUS com princípios de universalidade, integralidade e equidade.
Antes da promulgação da Constituição Federal de 1988 e das subsequentes Leis Orgânicas da Saúde em 1990, o sistema de saúde brasileiro era marcado por uma profunda dicotomia. De um lado, existia um sistema de saúde pública voltado para a população não segurada, com ações de saneamento e controle de doenças. Do outro, o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) era o principal provedor de serviços de saúde para os trabalhadores com carteira assinada e seus dependentes. O INAMPS, criado em 1974, era caracterizado por um modelo assistencial predominantemente hospitalocêntrico e curativo. Sua atuação se baseava na compra de serviços de uma vasta rede privada de hospitais e clínicas, o que gerava altos custos e pouca ênfase na prevenção e promoção da saúde. O acesso aos seus serviços era restrito aos contribuintes da Previdência Social, excluindo uma parcela significativa da população que não possuía vínculo empregatício formal. A Reforma Sanitária Brasileira culminou na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) com as Leis nº 8.080 e nº 8.142, ambas de 1990. Essas leis extinguiram o INAMPS e estabeleceram os princípios e diretrizes do SUS, como a universalidade do acesso, a integralidade da atenção, a equidade e o controle social. Essa transição representou uma mudança paradigmática, buscando superar o modelo fragmentado e excludente anterior, em direção a um sistema público, universal e igualitário. Para residentes, entender essa história é fundamental para valorizar e defender os princípios do SUS.
O INAMPS atendia principalmente os trabalhadores formais e seus dependentes, vinculados à Previdência Social, excluindo grande parte da população brasileira.
As Leis Orgânicas da Saúde (8080 e 8142/90) criaram o SUS, estabelecendo a saúde como direito de todos e dever do Estado, com princípios de universalidade, integralidade, equidade e controle social.
O modelo hospitalocêntrico prioriza o atendimento em hospitais, focado na doença e em procedimentos de alta complexidade, em detrimento da atenção primária, prevenção e promoção da saúde.
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