Prolongamento do QT: Fármacos e Risco de Arritmias Cardíacas

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Na osteoartrite, glicosamina e condroitina melhoram a dor e evitam dano estrutural, anti-inflamatórios tópicos são contraindicados e hidroxicloroquina está indicada.
  2. B) Na glomerulonefrite lúpica classe IV, 30% de glomérulos são acometidos por proliferação celular na microscopia ótica; diminuição do C3 sérico, mas não do C4, hematúria e proteinúria.
  3. C) Nas crises de enxaqueca resistente ao tratamento com analgésicos (como a dipirona) e anti-inflamatórios (como o cetoprofeno) o próximo passo é utilizar tramadol ou morfina.
  4. D) Entre os fármacos que podem causar taquicardia polimórfica devido ao prolongamento de QT estão os antidepressivos tricíclicos, a azitromicina e fenotiazinas.

Pérola Clínica

Prolongamento do QT por fármacos → risco de Torsades de Pointes e taquicardia polimórfica.

Resumo-Chave

Diversos fármacos podem prolongar o intervalo QT no ECG, aumentando o risco de arritmias ventriculares graves como a Torsades de Pointes, que é uma forma de taquicardia polimórfica. É crucial monitorar o QT em pacientes em uso desses medicamentos, especialmente aqueles com fatores de risco.

Contexto Educacional

O intervalo QT no eletrocardiograma representa a despolarização e repolarização ventricular. Seu prolongamento, seja congênito ou adquirido, aumenta o risco de arritmias ventriculares graves, em particular a Torsades de Pointes (TdP), uma forma de taquicardia polimórfica que pode levar à fibrilação ventricular e morte súbita. O prolongamento adquirido do QT é frequentemente induzido por fármacos. Diversas classes de medicamentos são conhecidas por prolongar o intervalo QT. Entre elas, destacam-se os antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina), alguns antibióticos (especialmente macrolídeos como a azitromicina e fluoroquinolonas), antipsicóticos (como as fenotiazinas e haloperidol), antiarrítmicos (como amiodarona e sotalol) e antifúngicos azólicos. A interação medicamentosa e a presença de fatores de risco como hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca e disfunção hepática/renal podem potencializar esse efeito. A monitorização do intervalo QT é crucial em pacientes que utilizam esses medicamentos, especialmente aqueles com fatores de risco. O QTc (QT corrigido para a frequência cardíaca) é o parâmetro mais utilizado, sendo valores acima de 450 ms em homens e 470 ms em mulheres considerados prolongados. A identificação precoce do prolongamento do QT permite a interrupção ou ajuste da medicação, correção de distúrbios eletrolíticos e, se necessário, a instituição de medidas preventivas para evitar a ocorrência de TdP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais medicamentos que podem causar prolongamento do intervalo QT?

Antibióticos (macrolídeos como azitromicina, fluoroquinolonas), antifúngicos azólicos, antiarrítmicos (amiodarona, sotalol), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos (fenotiazinas, haloperidol) e anti-histamínicos de primeira geração são exemplos.

O que é Torsades de Pointes e qual sua relação com o QT?

Torsades de Pointes é uma taquicardia ventricular polimórfica específica que ocorre em pacientes com prolongamento do intervalo QT. É uma arritmia grave que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita.

Como monitorar o intervalo QT em pacientes?

A monitorização é feita através de eletrocardiogramas seriados. É importante calcular o QT corrigido (QTc) para a frequência cardíaca. Valores de QTc > 450 ms em homens e > 470 ms em mulheres são considerados prolongados e requerem atenção.

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