UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Paciente cardiopata prévio com Bloqueio do Ramo e Insuficienca Cardiaca Congestiva, em tratamento para malária, inicia também tratamento para pneumonia com os antibióticos, durante o 5º dia evoluiu piora da dispneia, alargamento do intervalo QT em eletro e óbito. Pergunta-se qual antibiótico pode levar ao quadro quando mal empregado pelo efeito sinérgico?
Levofloxacino (quinolona) + tratamento malária (cloroquina/hidroxicloroquina) = ↑ risco prolongamento QT e Torsades de Pointes.
O Levofloxacino, uma quinolona, é conhecido por prolongar o intervalo QT. Em pacientes cardiopatas prévios, especialmente aqueles em tratamento para malária (que frequentemente envolve medicamentos como cloroquina ou hidroxicloroquina, também associados ao prolongamento do QT), o uso sinérgico pode levar a um alargamento fatal do QT e arritmias ventriculares como Torsades de Pointes.
O prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma é um fenômeno que reflete um atraso na repolarização ventricular, aumentando o risco de arritmias ventriculares polimórficas, como a Torsades de Pointes, que pode ser fatal. Diversos medicamentos são conhecidos por induzir ou agravar o prolongamento do QT, e a interação entre eles é uma preocupação clínica importante. As fluoroquinolonas, como o Levofloxacino, são uma classe de antibióticos amplamente utilizada, mas que possuem o potencial de prolongar o intervalo QT. Este risco é amplificado em pacientes com fatores de risco preexistentes, como cardiopatia estrutural (insuficiência cardíaca, bloqueios de ramo), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) e uso concomitante de outros fármacos que também prolongam o QT. No cenário da questão, um paciente cardiopata em tratamento para malária (que frequentemente envolve medicamentos como cloroquina ou hidroxicloroquina, também indutores de prolongamento do QT) e que inicia tratamento com Levofloxacino, está em alto risco de desenvolver um prolongamento sinérgico do QT, culminando em arritmias graves e óbito. A monitorização eletrocardiográfica é fundamental nesses casos de alto risco.
As principais classes de antibióticos que podem prolongar o intervalo QT são as fluoroquinolonas (como levofloxacino, ciprofloxacino) e os macrolídeos (como azitromicina, claritromicina).
Muitos medicamentos antimaláricos, como cloroquina e hidroxicloroquina, são conhecidos por prolongar o intervalo QT. A coadministração com outros fármacos com o mesmo efeito (ex: quinolonas) aumenta o risco de arritmias.
O prolongamento do intervalo QT aumenta o risco de arritmias ventriculares graves, como a Torsades de Pointes, que pode levar a síncope, fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca.
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