SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Mulher, 85 anos, com queixa de bola na vagina. Ao exame físico, apresenta prolapso uterino estadio 4. Paciente hipertensa e diabética em uso de insulina e não deseja procedimento cirúrgico. Qual melhor opção terapêutica?
Prolapso uterino avançado + comorbidades/recusa cirurgia → Pessário vaginal é a melhor opção não invasiva.
Em pacientes idosas com comorbidades significativas (hipertensão, diabetes em uso de insulina) e que recusam cirurgia para prolapso uterino avançado (estádio 4), o pessário vaginal é a opção terapêutica mais adequada. Ele oferece alívio sintomático sem os riscos e a recuperação associados a procedimentos cirúrgicos.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP), incluindo o prolapso uterino, é uma condição comum em mulheres idosas, impactando significativamente a qualidade de vida. O estadiamento do prolapso, como o estadio 4, indica uma exteriorização completa do órgão. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, a saúde geral da paciente, suas comorbidades e suas preferências. A fisiopatologia do prolapso envolve o enfraquecimento dos músculos, ligamentos e fáscias do assoalho pélvico, muitas vezes associado a partos vaginais, envelhecimento, obesidade e condições que aumentam a pressão intra-abdominal. Em pacientes idosas com comorbidades como hipertensão e diabetes, a cirurgia pode apresentar riscos aumentados de complicações perioperatórias. Nesses casos, o tratamento conservador com pessário vaginal emerge como uma opção terapêutica segura e eficaz. O pessário é um dispositivo inserido na vagina para fornecer suporte aos órgãos pélvicos, aliviando os sintomas do prolapso. A fisioterapia do assoalho pélvico pode ser útil em estágios iniciais ou como adjuvante, mas raramente é suficiente para prolapsos de estadio 4. A cirurgia, embora curativa, é contraindicada ou recusada em muitos casos de pacientes de alto risco.
O pessário é indicado para pacientes que não são candidatas à cirurgia devido a comorbidades, que recusam o procedimento cirúrgico, que desejam preservar a fertilidade, ou como teste terapêutico antes da cirurgia.
As pacientes devem ser orientadas sobre a inserção e remoção do pessário (se autogerenciável), higiene adequada, sinais de infecção ou irritação vaginal, e a necessidade de acompanhamento médico regular para avaliação e troca do dispositivo.
As vantagens incluem ser um procedimento não invasivo, evitar os riscos anestésicos e cirúrgicos, ter um custo menor e permitir o alívio imediato dos sintomas, sendo uma excelente opção para pacientes com comorbidades ou que não desejam cirurgia.
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