UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Paciente, com 55 anos de idade, vem à consulta relatando como queixa principal sensação de “bola na vagina”. No exame ginecológico, foi constatada a presença de prolapso uterino de grau IV na classificação de Baden-Walker. Com relação à conduta nesse caso, assinale a alternativa correta.
Prolapso uterino grau IV: histerectomia vaginal é tratamento de eleição com descenso do colo.
Em casos de prolapso uterino avançado (grau IV de Baden-Walker), a histerectomia vaginal é frequentemente a cirurgia de escolha, especialmente quando há um descenso significativo do colo do útero, visando a correção anatômica e alívio dos sintomas.
O prolapso de órgãos pélvicos é uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e pós-menopausa, caracterizada pelo descenso de um ou mais órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto) para dentro ou para fora da vagina. A classificação de Baden-Walker avalia o grau de prolapso, sendo o grau IV o mais severo, com exteriorização completa. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico, muitas vezes devido a partos vaginais, envelhecimento, obesidade e deficiência estrogênica. Os sintomas incluem sensação de peso ou 'bola na vagina', dificuldade para urinar ou evacuar, e dispareunia. O tratamento varia conforme o grau do prolapso, sintomas e desejo da paciente. Para prolapsos avançados (grau III ou IV), a abordagem cirúrgica é geralmente a mais indicada. A histerectomia vaginal, muitas vezes combinada com procedimentos de suspensão da cúpula vaginal e correção de cistocele/retocele, é o tratamento de eleição quando há descenso uterino significativo, visando restaurar a anatomia e função pélvica.
O prolapso uterino grau IV, pela classificação de Baden-Walker, indica que o colo do útero ou o útero inteiro está completamente exteriorizado para fora do intróito vaginal.
Para prolapsos avançados, as opções incluem tratamento cirúrgico (histerectomia vaginal com ou sem suspensão da cúpula, colporrafias) ou uso de pessários em pacientes que não podem ou não desejam cirurgia.
O estrogênio tópico melhora a troficidade dos tecidos vaginais e pode ser usado como adjuvante pré/pós-operatório ou para sintomas leves. Exercícios vaginais (Kegel) fortalecem o assoalho pélvico, sendo eficazes em prolapsos leves ou como prevenção.
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