SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
O prolapso relacionado ao defeito de compartimento apical é o de:
Prolapso apical = prolapso uterino ou cúpula vaginal pós-histerectomia.
O compartimento apical da pelve feminina é sustentado principalmente pelo complexo ligamento uterossacro-cardinal. Um defeito nessa sustentação leva ao prolapso uterino em mulheres com útero, ou prolapso da cúpula vaginal (enterocele) em mulheres histerectomizadas.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, sendo um tema relevante na ginecologia e uroginecologia. A compreensão dos diferentes compartimentos pélvicos (anterior, médio/apical, posterior) e suas respectivas estruturas de suporte é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. O defeito de compartimento apical refere-se à falha na sustentação das estruturas mais altas da pelve. O compartimento apical é primariamente sustentado pelos ligamentos uterossacros e cardinais, que são cruciais para manter o útero e a cúpula vaginal em sua posição anatômica. Quando há um enfraquecimento ou lesão dessas estruturas, o útero pode descer (prolapso uterino) ou, em mulheres que já realizaram histerectomia, a cúpula vaginal pode prolapsar, formando uma enterocele. O diagnóstico do prolapso apical é clínico, através do exame físico com manobras de Valsalva. O tratamento pode variar desde medidas conservadoras, como fisioterapia do assoalho pélvico e pessários, até abordagens cirúrgicas para restaurar a anatomia e função pélvica. A escolha da técnica cirúrgica depende da extensão do prolapso, da presença de outros defeitos e das preferências da paciente.
O compartimento apical é sustentado principalmente pelo complexo ligamento uterossacro-cardinal, que fixa o colo uterino e a porção superior da vagina à parede pélvica.
O prolapso uterino ocorre quando o útero desce através do canal vaginal. O prolapso de cúpula vaginal (enterocele) ocorre após histerectomia, quando a porção superior da vagina se prolapsa. Ambos são defeitos apicais.
Os sintomas incluem sensação de peso ou "bola" na vagina, dor pélvica, dispareunia, e, em casos avançados, a protrusão de tecido para fora da vagina, podendo causar dificuldades urinárias ou defecatórias.
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