Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 65 anos apresenta prolapso uterino de terceiro grau. Qual é o tratamento mais indicado?
Prolapso uterino grau III em idosa → histerectomia vaginal é o tratamento cirúrgico definitivo mais indicado.
Em mulheres idosas com prolapso uterino de terceiro grau, que é uma forma avançada de prolapso, a histerectomia vaginal é geralmente o tratamento cirúrgico definitivo mais indicado. O pessário é uma opção conservadora, mas para prolapsos avançados e desejo de solução definitiva, a cirurgia é preferível.
O prolapso uterino é uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e pós-menopáusicas, caracterizada pela descida do útero em direção ou para fora da vagina devido ao enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. O terceiro grau indica um prolapso significativo, onde o colo uterino está a 1 cm ou mais abaixo do hímen. A fisiopatologia do prolapso envolve fatores como partos vaginais, idade avançada, obesidade, tosse crônica e constipação, que aumentam a pressão intra-abdominal e enfraquecem as estruturas de suporte pélvico. Os sintomas incluem sensação de peso na pelve, protuberância vaginal, dificuldades urinárias e intestinais, e dor durante a relação sexual. O tratamento depende do grau do prolapso, dos sintomas, da idade da paciente e de suas comorbidades. Para prolapsos de graus mais avançados, como o terceiro grau, e em pacientes que desejam uma solução definitiva, a histerectomia vaginal com correção do assoalho pélvico é a opção cirúrgica mais indicada. Opções conservadoras como pessários e fisioterapia pélvica são válidas para graus menores ou para pacientes que não são candidatas à cirurgia.
O prolapso uterino é classificado em graus de I a IV, dependendo da descida do útero em relação ao hímen. Grau III significa que o útero está a 1 cm ou mais abaixo do hímen.
As opções conservadoras incluem fisioterapia pélvica para fortalecer o assoalho pélvico e o uso de pessários vaginais, que são dispositivos inseridos na vagina para dar suporte aos órgãos.
A histerectomia vaginal remove o útero prolapsado e permite a correção dos defeitos do assoalho pélvico, oferecendo uma solução definitiva e duradoura para prolapsos avançados, com menor morbidade que a via abdominal.
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