Prolapso Uterino Grau II: Opções de Tratamento Cirúrgico

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 60 anos apresenta-se ao consultório com queixa de sensação de peso e protrusão vaginal. Ao exame físico, é constatado um prolapso uterino de grau II, de acordo com a classificação de Baden-Walker. Diante dessa situação, qual a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Indicar tratamento cirúrgico imediato com colpocleise.
  2. B) Prescrever estrógenos tópicos para melhorar a sustentação dos tecidos pélvicos.
  3. C) Realizar somente medidas conservadoras, como fisioterapia pélvica e uso de pessários.
  4. D) Oferecer a opção de realizar uma histerectomia com correção do prolapso, considerando a idade da paciente e seu desejo reprodutivo.

Pérola Clínica

Prolapso uterino grau II em paciente idosa sem desejo reprodutivo → histerectomia com correção do prolapso é opção adequada.

Resumo-Chave

Em pacientes com prolapso uterino sintomático, a escolha do tratamento deve considerar a gravidade do prolapso, a idade da paciente, seu desejo reprodutivo e suas comorbidades. Para um prolapso grau II em uma paciente de 60 anos, a histerectomia com correção do prolapso é uma opção cirúrgica definitiva que aborda a causa e os sintomas.

Contexto Educacional

O prolapso de órgãos pélvicos, incluindo o prolapso uterino, é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente as multíparas e pós-menopausa. A classificação de Baden-Walker é amplamente utilizada para graduar a extensão do prolapso, auxiliando na decisão terapêutica. O prolapso uterino grau II indica que o colo uterino ou a cúpula vaginal atingem o hímen, sendo frequentemente sintomático. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico, muitas vezes devido a partos vaginais, envelhecimento, obesidade e fatores genéticos. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico ginecológico. A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas, do grau do prolapso, da idade da paciente, do desejo de preservar a função sexual e reprodutiva, e das comorbidades. As opções de tratamento variam de conservadoras (fisioterapia pélvica, pessários, estrogênio tópico) a cirúrgicas. Para pacientes com prolapso sintomático de grau II ou superior, especialmente aquelas sem desejo reprodutivo, a cirurgia é frequentemente a opção mais eficaz. A histerectomia com correção do prolapso é uma técnica comum, visando restaurar a anatomia pélvica e aliviar os sintomas, proporcionando uma solução duradoura e melhorando a qualidade de vida da paciente.

Perguntas Frequentes

Como é classificado o prolapso uterino pela escala de Baden-Walker?

A classificação de Baden-Walker divide o prolapso em graus I a IV, baseando-se na descida do colo uterino ou da cúpula vaginal em relação ao hímen. Grau I é a descida até a metade da vagina, Grau II até o hímen, Grau III além do hímen, e Grau IV é a procidência total.

Quais são as opções de tratamento conservador para o prolapso uterino?

As opções conservadoras incluem fisioterapia pélvica para fortalecer o assoalho pélvico, uso de pessários vaginais para suporte mecânico e, em alguns casos, estrogênio tópico para melhorar a qualidade dos tecidos em mulheres pós-menopausa.

Quando a histerectomia é indicada para o tratamento do prolapso uterino?

A histerectomia é indicada para prolapso uterino sintomático, especialmente em graus mais avançados (II ou mais), quando a paciente não tem desejo reprodutivo e busca uma solução definitiva. Geralmente é combinada com procedimentos de suspensão para corrigir o prolapso da cúpula vaginal.

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