Prolapso Retal Infantil: Causas, Sinais e Manejo

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Lactente de um ano com queixas vários episódios de exteriorização da mucosa retal pelo ânus, durante a defecação, com sangramento moderado, no último mês. Analise as alternativas abaixo sobre este caso. I - Geralmente nesta situação não existe dor importante. II - Existe correlação com fibrose cística e constipação crônica. III - Está indicado tratamento cirúrgico pelo recorrência dos episódios. IV - Injeções esclerosantes não apresentam riscos de complicações. Estão corretas apenas as alternativas

Alternativas

  1. A)  I e II.
  2. B)  II e III.
  3. C)  II e IV.
  4. D)  III e IV.
  5. E)  I, II e IV.

Pérola Clínica

Prolapso retal infantil = geralmente indolor, associado a constipação e fibrose cística.

Resumo-Chave

O prolapso retal em lactentes e crianças é frequentemente uma condição indolor, mas que causa desconforto e sangramento. A constipação crônica é a causa mais comum, mas condições como fibrose cística devem ser investigadas. O tratamento inicial é conservador, focando na resolução da causa subjacente, e a cirurgia é reservada para casos refratários, enquanto injeções esclerosantes possuem riscos de complicações.

Contexto Educacional

O prolapso retal em crianças é a exteriorização da mucosa retal ou de toda a parede retal através do ânus, sendo mais comum entre 1 e 4 anos de idade. Embora possa ser alarmante para os pais, geralmente não é uma condição grave e frequentemente se resolve com tratamento conservador. A epidemiologia mostra uma forte associação com a constipação crônica e o esforço evacuatório, mas também pode ser um sinal de condições subjacentes importantes. A fisiopatologia do prolapso retal infantil está frequentemente ligada à fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, falta de curvatura sacral e esforço excessivo na defecação. O diagnóstico é clínico, pela visualização da massa avermelhada exteriorizada pelo ânus. É crucial investigar causas secundárias, como a fibrose cística (especialmente se houver outros sintomas como má absorção ou tosse crônica), parasitoses ou malformações. Geralmente, a condição não causa dor intensa, mas pode haver desconforto e sangramento moderado. O tratamento inicial é predominantemente conservador, com foco na correção da constipação através de dieta rica em fibras, hidratação adequada e, se necessário, laxantes. A redução manual do prolapso deve ser ensinada aos pais. O tratamento cirúrgico é reservado para casos refratários ao manejo clínico. Injeções esclerosantes podem ser consideradas, mas não são isentas de riscos de complicações como infecção ou necrose. É fundamental que o residente compreenda a abordagem gradual e a investigação das causas subjacentes para um manejo eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de prolapso retal em crianças?

A causa mais comum de prolapso retal em crianças é a constipação crônica, que leva a esforço excessivo durante a defecação. Outras causas incluem diarreia crônica, desnutrição, fibrose cística, malformações anorretais, parasitoses e condições neurológicas.

Qual o tratamento inicial para prolapso retal em lactentes?

O tratamento inicial é conservador e foca na resolução da causa subjacente, principalmente a constipação. Isso envolve medidas dietéticas (aumento de fibras e líquidos), uso de laxantes e treinamento para defecação. A redução manual do prolapso também é importante.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado para prolapso retal em crianças?

O tratamento cirúrgico é geralmente reservado para casos de prolapso retal refratário que não respondem ao tratamento conservador após um período adequado, ou em situações de prolapso persistente e complicado. Injeções esclerosantes são uma opção intermediária, mas não isentas de riscos.

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