HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Paciente de 34 anos, gesta 4 para 4, chegou ao ambulatório de ginecologia com queixa de “bola” na vagina. Ao exame, foi observado prolapso de parede vaginal anterior. Considerando a etiologia, assinale a alternativa CORRETA:
Prolapso parede vaginal anterior (cistocele) → etiologia principal é defeito do arco tendíneo da fáscia pélvica.
O prolapso de parede vaginal anterior, ou cistocele, é o tipo mais comum de prolapso de órgão pélvico. Sua etiologia está primariamente relacionada a um defeito no suporte paravaginal, especificamente no arco tendíneo da fáscia pélvica, que é uma estrutura de suporte lateral à vagina.
O prolapso de órgão pélvico (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou além da vagina. A prevalência aumenta com a idade e a paridade, sendo um desafio significativo na saúde da mulher. A etiologia do POP é multifatorial, envolvendo danos aos músculos do assoalho pélvico, fáscias e ligamentos de suporte. No caso do prolapso de parede vaginal anterior (cistocele), a principal causa é um defeito no suporte paravaginal, especificamente no arco tendíneo da fáscia pélvica, que é uma estrutura fundamental para manter a bexiga e a uretra em sua posição anatômica. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e o tratamento pode variar desde medidas conservadoras (exercícios de assoalho pélvico, pessários) até cirurgia, dependendo da gravidade dos sintomas e do tipo de prolapso. A compreensão da anatomia e dos defeitos específicos é crucial para um manejo eficaz.
Os tipos incluem cistocele (prolapso de parede vaginal anterior), retocele (prolapso de parede vaginal posterior), enterocele (prolapso de intestino delgado) e prolapso uterino ou de cúpula vaginal.
O arco tendíneo da fáscia pélvica é uma condensação da fáscia endopélvica que se estende do púbis à espinha isquiática, fornecendo suporte lateral crucial para a uretra e a vagina.
Fatores de risco incluem paridade (especialmente partos vaginais múltiplos), idade avançada, obesidade, constipação crônica, tosse crônica e condições que aumentam a pressão intra-abdominal.
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