PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
O Prolapso dos Órgãos Pélvicos (POP) é doença multifatorial em que os sintomas podem ocorrer em qualquer idade, seu pico de incidência está entre 70 e 79 anos. A disfunção do assoalho pélvico é mais comum em idosas podendo afetar ate 50% desta população. Para sua explicação, uma das teorias mais aceitas é a de De Lancey em que há divisão anatômica da vagina em 3 níveis. As estruturas anatômicas, descritas por essa teoria, lesadas podem levar ao POP. Segundo a teoria de De Lancey, pode-se afirmar:
Teoria de De Lancey divide o suporte pélvico em 3 níveis: Nível I (apical), Nível II (médio), Nível III (distal). Lesão do Nível I causa prolapso apical.
A teoria de De Lancey é fundamental para entender a anatomia e a fisiopatologia do prolapso dos órgãos pélvicos (POP). Ela descreve três níveis de suporte vaginal, sendo o Nível I (complexo uterossacrocardinal) responsável pelo suporte apical, cuja lesão leva a prolapsos de cúpula vaginal ou uterino.
O Prolapso dos Órgãos Pélvicos (POP) é uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, que resulta da falha dos mecanismos de suporte do assoalho pélvico. A Teoria de De Lancey é um modelo anatômico e funcional amplamente aceito que descreve o suporte vaginal em três níveis, facilitando a compreensão da fisiopatologia e a abordagem terapêutica do POP. O Nível I, ou apical, é o mais superior e crucial, envolvendo o complexo uterossacrocardinal (ligamentos uterossacros e cardinais) que suspende o útero e o colo do útero (ou a cúpula vaginal após histerectomia) ao sacro e à parede lateral da pelve. A lesão deste nível leva ao prolapso uterino ou de cúpula vaginal. O Nível II, ou médio, é o suporte lateral da vagina, incluindo a fáscia pubocervical anteriormente (suporte da bexiga) e a fáscia retovaginal posteriormente (suporte do reto). Lesões aqui resultam em cistocele e retocele. O Nível III, ou distal, é o suporte mais inferior, composto pelo corpo perineal, membrana perineal e músculos do períneo, importante para a sustentação do introito vaginal e uretra. A compreensão desses níveis é essencial para o diagnóstico preciso do tipo de prolapso e para o planejamento cirúrgico. A correção cirúrgica visa restaurar o suporte em cada nível deficiente, utilizando diferentes técnicas para cada compartimento. A teoria de De Lancey fornece uma estrutura lógica para a avaliação e o tratamento do POP, sendo um conhecimento fundamental para ginecologistas e uroginecologistas.
A Teoria de De Lancey descreve três níveis de suporte: Nível I (apical), que inclui o complexo uterossacrocardinal; Nível II (médio), que envolve a fáscia pubocervical e retovaginal; e Nível III (distal), que compreende o corpo perineal e a membrana perineal.
O prolapso do compartimento apical (prolapso uterino ou de cúpula vaginal pós-histerectomia) está primariamente associado à lesão do Nível I de suporte, que é o complexo uterossacrocardinal.
A teoria permite uma compreensão anatômica precisa das deficiências de suporte, guiando o exame físico para identificar os compartimentos afetados e direcionando a escolha da técnica cirúrgica mais apropriada para restaurar o suporte em cada nível.
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