Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Paciente, M.C.R.P., 40 anos, G3Pn3A0, com 1 parto fórceps, (em último parto), vida sexual ativa. Refere desde última gestação, há 5 anos , inicio de sensação de "bola na vagina" com piora progressiva. Paciente hipertensa em bom controle. Orientada sobre possibilidades de tratamento sendo decidido por correção cirúrgica. De acordo com o exame físico e história, classifique o prolapso e o melhor tratamento cirúrgico: POP-Q: Aa -1.; Ba 0.; C-4; Hg 5; Cp 1; CVT 7; Ap -2.; Bp -1.; D-6;.
POP-Q: Aa -1, Ba 0, C -4 (útero), Hg 5, Cp 1, CVT 7, Ap -2, Bp -1, D -6 → Prolapso anterior e posterior estágio 2, ruptura perineal. Correção: colpoplastia anterior e posterior + perineorrafia.
A classificação POP-Q é essencial para estadiar o prolapso de órgãos pélvicos. Os pontos Aa e Ba avaliam o compartimento anterior, Ap e Bp o posterior. Um prolapso anterior e posterior estágio 2, com ruptura perineal (evidenciada por Hg e Cp), requer correção cirúrgica combinada, incluindo colpoplastia anterior e posterior e perineorrafia.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou para fora da vagina. Fatores de risco incluem multiparidade, partos vaginais traumáticos (como o uso de fórceps), idade avançada, obesidade e condições que aumentam a pressão intra-abdominal. A paciente tipicamente queixa-se de 'bola na vagina' ou sensação de peso pélvico. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é o sistema padronizado para estadiar o prolapso, utilizando pontos anatômicos fixos em relação ao hímen. Os pontos Aa e Ba medem o prolapso da parede vaginal anterior (cistocele), Ap e Bp o da parede vaginal posterior (retocele/enterocele), e C e D o apical (colo/cúpula vaginal). O estágio do prolapso é determinado pelo ponto mais distal. No caso apresentado, os valores indicam prolapso anterior e posterior, e a história de parto fórceps sugere ruptura perineal, que é confirmada pelos valores de Hg e Cp. O tratamento do POP pode ser conservador ou cirúrgico. A decisão cirúrgica é baseada na gravidade dos sintomas, no estágio do prolapso e nas preferências da paciente. Para prolapsos de parede vaginal anterior e posterior, as cirurgias de escolha são a colpoplastia anterior e a colpoplastia posterior, respectivamente. A perineorrafia é frequentemente associada quando há deficiência do corpo perineal, visando restaurar a anatomia e o suporte do assoalho pélvico. A correção combinada é fundamental para um resultado funcional e anatômico satisfatório.
A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) utiliza nove pontos de referência anatômicos para medir a posição do prolapso em relação ao hímen. Os pontos Aa e Ba avaliam o compartimento anterior, C e D o apical, e Ap e Bp o posterior. O estágio é determinado pelo ponto de maior prolapso.
A colpoplastia anterior é indicada para correção de cistocele (prolapso da parede vaginal anterior), enquanto a colpoplastia posterior é para retocele (prolapso da parede vaginal posterior). Ambas visam restaurar a anatomia e função pélvica, aliviando sintomas como sensação de peso e disfunções urinárias ou intestinais.
A perineorrafia é indicada quando há ruptura ou deficiência do corpo perineal, frequentemente associada a partos traumáticos. Ela visa reconstruir o períneo, fortalecendo o suporte para os órgãos pélvicos e melhorando a função sexual e a continência fecal, sendo muitas vezes realizada em conjunto com colpoplastias.
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