Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
O prolapso dos órgãos pélvicos (POP) é a herniação dos órgãos pélvicos através do diafragma urogenital, causando sintomas que reduzem a qualidade de vida das pacientes e com frequência associados à incontinência urinária. Sobre essa patologia, é CORRETO afirmar:
Colpocleise = Opção para alto risco cirúrgico + sem desejo de coito vaginal.
O tratamento do POP deve ser individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, o risco cirúrgico e o desejo da paciente quanto à função sexual.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) resulta do enfraquecimento das estruturas de suporte (fáscias e ligamentos) e dos músculos do assoalho pélvico. A avaliação clínica utiliza o sistema POP-Q para padronização internacional, permitindo uma descrição precisa dos compartimentos anterior (ponto Ba), posterior (ponto Bp) e apical (pontos C e D). O manejo clínico deve focar na qualidade de vida. Enquanto a cirurgia reconstrutiva visa restaurar a anatomia, a cirurgia obliterativa (colpocleise) foca na resolução rápida e eficaz dos sintomas em pacientes selecionadas. A associação com incontinência urinária é comum e deve ser avaliada pré-operatoriamente para decidir sobre procedimentos anti-incontinência simultâneos.
A colpocleise (como as técnicas de Le Fort ou total) é um procedimento cirúrgico obliterativo que fecha o canal vaginal. É indicada principalmente para pacientes idosas, com prolapsos avançados (estágios III ou IV), que apresentam alto risco cirúrgico para procedimentos reconstrutivos mais longos e que não têm desejo de manter a função sexual vaginal (coito). Apresenta altas taxas de sucesso e baixa morbidade.
O sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) utiliza pontos de referência anatômicos medidos em centímetros em relação ao hímen. O estágio I é quando a porção mais distal do prolapso está a >1 cm acima do hímen; estágio II entre 1 cm acima e 1 cm abaixo; estágio III a >1 cm abaixo do hímen, mas sem eversão total; e estágio IV representa a eversão total (procidência).
As principais opções não cirúrgicas incluem a fisioterapia do assoalho pélvico (treinamento muscular) para casos leves e o uso de pessários vaginais. Os pessários são dispositivos de silicone inseridos na vagina para suporte mecânico dos órgãos. São excelentes opções para pacientes que desejam evitar cirurgia, possuem contraindicações cirúrgicas ou desejam gestações futuras.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo