Prolapso Genital: Promontofixação Laparoscópica para Reparo Durável

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 67 anos, G4P4A0C0, menopausa aos 47 anos, hipertensa controlada, obesidade grau I (IMC= 32 kg/m²), com queixa de sensação de “globo vaginal”. Nega perdas urinárias, refere manter atividade sexual. Durante avaliação ginecológica, apresenta o seguinte resultado, segundo a classificação para quantificação de prolapso dos órgãos pélvicos (POP-Q): Aa +2 / Ba +2 / Ap -2 / Bp -1 / C 0 / D -1 / HG 5 / CP 3 / TVL 13; A melhor abordagem terapêutica é

Alternativas

  1. A) histerectomia vaginal e colporrafia anterior com plicatura da fáscia vaginal.
  2. B) colpocleise à Le Fort e colpoperineoplastia posterior.
  3. C) histerectomia total abdominal e cirurgia de Burch.
  4. D) histerectomia subtotal e promontofixação laparoscópica.

Pérola Clínica

Prolapso genital com atividade sexual → promontofixação laparoscópica oferece reparo apical durável e preserva função vaginal.

Resumo-Chave

A promontofixação (sacrocolpopexia) é considerada o padrão ouro para o reparo do prolapso apical (uterino ou de cúpula vaginal) devido às suas altas taxas de sucesso e durabilidade. Em mulheres sexualmente ativas, a abordagem laparoscópica com preservação da vagina é preferível para manter a função sexual e oferecer um reparo robusto.

Contexto Educacional

O prolapso dos órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente após a menopausa e em multíparas. A classificação POP-Q é uma ferramenta essencial para quantificar o prolapso, permitindo uma avaliação objetiva e a escolha da melhor abordagem terapêutica. O caso descreve um prolapso significativo do compartimento anterior e apical (uterino), com a paciente mantendo atividade sexual. A escolha da abordagem terapêutica para o prolapso genital depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo e grau do prolapso, a idade da paciente, suas comorbidades, desejo de manter a atividade sexual e preferência pessoal. Para pacientes que desejam manter a função sexual e buscam um reparo durável para o prolapso apical, a promontofixação (sacrocolpopexia) é amplamente considerada o padrão ouro. A promontofixação laparoscópica, que pode ser realizada com ou sem histerectomia (total ou subtotal), oferece excelentes resultados a longo prazo, com baixas taxas de recorrência. Ela envolve a fixação da cúpula vaginal ou do colo uterino ao promontório sacral usando uma tela sintética, restaurando o suporte apical. Em contraste, a colpocleise (fechamento vaginal) é reservada para pacientes que não são sexualmente ativas e desejam uma solução definitiva e menos invasiva. Residentes devem estar cientes das diferentes opções e suas indicações para oferecer o melhor cuidado individualizado.

Perguntas Frequentes

O que é a promontofixação e quando é indicada?

A promontofixação (ou sacrocolpopexia) é uma cirurgia para corrigir o prolapso apical (uterino ou de cúpula vaginal) fixando a vagina ou o útero ao promontório sacral com uma tela. É indicada para prolapsos significativos, especialmente em pacientes que desejam um reparo durável e manter a atividade sexual.

Quais as vantagens da promontofixação laparoscópica?

As vantagens incluem menor tempo de recuperação, menor dor pós-operatória, menor perda sanguínea e, principalmente, maior durabilidade e menores taxas de recorrência do prolapso em comparação com outras técnicas.

Como a classificação POP-Q influencia a escolha do tratamento?

A classificação POP-Q quantifica o grau e o tipo de prolapso, auxiliando na decisão terapêutica. Prolapsos de estádios mais avançados (III/IV) e com envolvimento apical frequentemente se beneficiam de cirurgias mais complexas e duráveis como a promontofixação.

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