PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Você está de plantão em um Hospital em Colombo e é chamado(a) para atender uma paciente de 80 anos, cardiopata grave, obesa, com queixa de sangramento genital, "bola" na vagina e dificuldade para urinar, em alguns dias, não consegue urinar. Você faz diagnóstico de insuficiência renal aguda e ao examiná-la você identifica a seguinte quantificação do prolapso genital: POP-Q Pontos: Aa= +3 Ba=+6 C= +6; gh= 6 pb= 3 CVT= 6; Ap= +3 Bp= +6 D= +6; Você identifica ainda que o sangramento vaginal é do prolapso genital. Qual a conduta você indica para a paciente?
Prolapso grave + IRA obstrutiva + alto risco cirúrgico = Sondagem vesical + Pessário vaginal.
Em pacientes idosas com comorbidades graves e prolapso genital avançado (POP-Q estágio IV) que causa insuficiência renal aguda por obstrução, a conduta inicial deve ser a desobstrução urinária (sondagem vesical). Devido ao alto risco cirúrgico, o tratamento conservador com pessário vaginal é a melhor opção para reposicionar o prolapso e aliviar os sintomas, evitando cirurgia de grande porte.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos para dentro ou além da vagina. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é a ferramenta padronizada para quantificar a extensão do prolapso. Em casos graves, como o estágio IV, o prolapso pode causar sintomas significativos, incluindo disfunção urinária, como dificuldade para urinar e, em casos extremos, obstrução ureteral com consequente insuficiência renal aguda. O manejo do prolapso deve ser individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, o desejo da paciente, seu estado geral de saúde e o risco cirúrgico. Em pacientes idosas com múltiplas comorbidades graves, como cardiopatia e obesidade, o risco de complicações cirúrgicas é elevado. Nesses cenários, a abordagem conservadora é frequentemente preferível. A presença de insuficiência renal aguda por obstrução urinária exige uma intervenção imediata para desobstruir as vias urinárias, sendo a sondagem vesical a primeira medida. Após a estabilização da função renal, o uso de um pessário vaginal torna-se a principal opção de tratamento para o prolapso em pacientes de alto risco cirúrgico. O pessário é um dispositivo de silicone inserido na vagina para fornecer suporte mecânico aos órgãos prolapsados, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida sem a necessidade de cirurgia. A escolha do tipo de pessário e o acompanhamento regular são essenciais para o sucesso do tratamento conservador.
Prolapso genital grave (POP-Q estágio III ou IV) manifesta-se como uma 'bola' na vagina, sensação de peso e dificuldade para urinar ou evacuar. Pode causar insuficiência renal aguda por obstrução ureteral ou uretral, comprimindo as vias urinárias e impedindo o fluxo de urina, levando à hidronefrose e disfunção renal.
O pessário vaginal é uma excelente opção para pacientes idosas com comorbidades graves, pois é um tratamento conservador, não invasivo e reversível. Ele oferece suporte mecânico aos órgãos pélvicos, aliviando os sintomas do prolapso e da obstrução urinária, sem os riscos associados à cirurgia em pacientes de alto risco.
A sondagem vesical é crucial na conduta inicial para aliviar a obstrução urinária e reverter a insuficiência renal aguda. Ela permite a drenagem imediata da urina, protegendo a função renal e estabilizando a paciente antes de qualquer intervenção definitiva para o prolapso.
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