Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Mulher de 75 anos de idade, procura atendimento com queixa de bola na vagina que vem aumentando há 5 anos. Refere ter tido 3 partos normais e cirurgia para apendicite supurada. Utiliza anlodipino e metformina. Não consegue manter relações sexuais pois fica constrangida, apesar de ter vontade. Nega perda de urina. Ao exame, apresenta o ponto Ba em +5, Ponto C em +5, Ponto Bp em +4 e ponto D em +4. A paciente deve ser orientada que tem prolapso genital, cuja opção mais adequada de tratamento é:
Prolapso genital avançado (POP-Q > II) em idosa sintomática → cirurgia corretiva multicompartimental (histerectomia vaginal + colporrafias).
A paciente apresenta prolapso genital de alto grau (estágio III/IV) com múltiplos compartimentos afetados (uterino, anterior, posterior). A histerectomia vaginal combinada com colporrafias anterior e posterior e perineorrafia é a abordagem cirúrgica clássica e eficaz para correção anatômica e funcional nesses casos, especialmente em pacientes idosas com desejo de manter atividade sexual.
O prolapso de órgão pélvico (POP) é uma condição comum em mulheres multíparas e idosas, caracterizada pela descida de órgãos pélvicos para a vagina. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é a ferramenta padrão para estadiamento, sendo estágios III e IV considerados avançados. A importância clínica reside na morbidade associada, como sintomas de peso vaginal, disfunção sexual e urinária/intestinal. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico e na classificação POP-Q. A suspeita deve surgir em pacientes com queixa de 'bola na vagina', pressão pélvica ou dificuldades sexuais. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico, frequentemente associado a partos vaginais, idade e fatores genéticos. O tratamento varia de conservador (pessários, fisioterapia) a cirúrgico. Para prolapsos avançados e sintomáticos, a cirurgia é a opção mais eficaz. A histerectomia vaginal combinada com colporrafia anterior (para cistocele) e posterior (para retocele) e perineorrafia é uma técnica amplamente utilizada, visando restaurar a anatomia e função pélvica. O prognóstico é geralmente bom, mas complicações como incontinência urinária de esforço de novo ou recidiva podem ocorrer.
A classificação POP-Q divide o prolapso em 5 estágios (0 a IV) baseados na posição dos pontos anatômicos em relação ao hímen, sendo o estágio IV o mais avançado, com eversão completa do órgão.
A cirurgia é indicada para prolapsos sintomáticos de estágios avançados (III ou IV), ou quando o tratamento conservador falha ou não é desejado pela paciente, visando melhorar a qualidade de vida e a função pélvica.
As técnicas incluem histerectomia vaginal, colporrafia anterior (para cistocele), colporrafia posterior (para retocele), perineorrafia e procedimentos de suspensão ou fixação, como a sacrocolpopexia.
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