Prolapso Uterino: Opções Cirúrgicas e Manejo

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente com 48 anos procura atendimento médico referindo que há 6 meses notou aparecimento de uma ""bola"" na vagina que tem atrapalhado nas relações sexuais. Nega perdas urinarias ou outras doenças sistêmicas. Após exame físico o ginecologista descreve os achados da seguinte maneira: Qual a melhor opção terapêutica para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Colpoperineoplastia anterior e posterior.
  2. B) Colpocleise.
  3. C) Histerectomia vaginal com correção de prolapso.
  4. D) Fisioterapia de assoalho pélvico.

Pérola Clínica

Prolapso uterino sintomático em mulher < 60 anos, sem desejo de gestar → Histerectomia vaginal + correção de prolapso.

Resumo-Chave

A paciente apresenta prolapso de órgão pélvico sintomático ("bola na vagina" que atrapalha relações sexuais). A histerectomia vaginal com correção de prolapso é uma opção cirúrgica eficaz para mulheres que não desejam mais gestar e que têm prolapso uterino, corrigindo o defeito anatômico e aliviando os sintomas. A ausência de perdas urinárias sugere que a correção do prolapso é o foco principal.

Contexto Educacional

O prolapso de órgão pélvico (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto) em direção ou para fora da vagina. A prevalência aumenta com a idade, paridade e fatores como obesidade e constipação crônica. Os sintomas variam desde uma sensação de peso ou "bola na vagina" até disfunções urinárias, intestinais e sexuais, como a dispareunia relatada pela paciente. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. A escolha do tratamento depende da gravidade do prolapso, dos sintomas, da idade da paciente, do desejo de preservar a função uterina e sexual, e das comorbidades. Para pacientes com prolapso uterino sintomático que não desejam mais gestar e que têm vida sexual ativa, a histerectomia vaginal combinada com a correção dos defeitos de suporte do assoalho pélvico (como cistocele ou retocele associadas) é uma opção cirúrgica eficaz e duradoura. Outras opções incluem a fisioterapia do assoalho pélvico para casos leves, o uso de pessários como tratamento conservador, e a colpocleise para pacientes idosas sem vida sexual ativa. A colpoperineoplastia anterior e posterior corrige defeitos específicos das paredes vaginais, mas se o útero estiver prolapsado, a histerectomia é frequentemente necessária para um resultado anatômico e funcional satisfatório. A decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando as expectativas e necessidades da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do prolapso de órgão pélvico?

Os sintomas mais comuns incluem sensação de "bola na vagina", peso ou pressão pélvica, dor lombar, dispareunia, e sintomas urinários (incontinência, urgência, dificuldade para urinar) ou intestinais (constipação, dificuldade para evacuar).

Quando a fisioterapia do assoalho pélvico é a melhor opção para prolapso?

A fisioterapia é indicada para prolapsos de grau leve a moderado, especialmente quando os sintomas são menos impactantes, ou como tratamento adjuvante antes ou após a cirurgia. É uma opção conservadora para fortalecer a musculatura pélvica.

Qual a diferença entre colpoperineoplastia e histerectomia vaginal com correção de prolapso?

A colpoperineoplastia corrige defeitos na parede vaginal (cistocele, retocele) e no períneo, enquanto a histerectomia vaginal remove o útero. Em casos de prolapso uterino, a histerectomia vaginal é frequentemente combinada com a correção dos defeitos de suporte vaginal para um resultado mais completo.

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