UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
M.B, 73 anos de idade, procura atendimento por queixa de ressecamento vaginal e “sensação de bola na vagina”. Refere menopausa aos 49 anos de idade e nunca realizou terapia de reposição hormonal. Ao exame físico foi observado prolapso de parede vaginal anterior estágio 3 que reduz após pressão digital, as paredes vaginais são pálidas sem rugosidades com coalescência de pequenos lábios. A paciente não deseja fazer tratamentos cirúrgicos para a redução do porlapso, portanto a melhor conduta conservadora para esse caso é:
Prolapso de órgão pélvico sintomático em idosa que não deseja cirurgia → Pessário + estrogênio tópico para atrofia vaginal = Melhor conduta conservadora.
Em pacientes com prolapso de órgão pélvico sintomático que não desejam ou não são candidatas à cirurgia, o pessário vaginal é uma excelente opção conservadora para suporte. A atrofia vaginal, comum na pós-menopausa, deve ser tratada com estrogênio tópico (ex: estriol) para melhorar a qualidade dos tecidos e a tolerância ao pessário.
O prolapso de órgão pélvico (POP) é uma condição comum em mulheres pós-menopausa, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos para dentro ou além do introito vaginal. Os sintomas incluem sensação de peso, 'bola na vagina', disfunções urinárias e intestinais. A atrofia vaginal, devido à deficiência estrogênica, agrava os sintomas e a qualidade dos tecidos. A paciente apresenta prolapso de parede vaginal anterior estágio 3 e sinais de atrofia vaginal severa (ressecamento, paredes pálidas, sem rugosidades, coalescência de pequenos lábios). Como ela não deseja cirurgia, a conduta deve ser conservadora, visando o alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida. O pessário vaginal é a principal opção conservadora para o suporte do prolapso, oferecendo alívio sintomático. Para melhorar a tolerância ao pessário, a saúde do tecido vaginal e aliviar os sintomas de atrofia, o uso de estrogênio tópico (como estriol creme vaginal) é fundamental. A fisioterapia pélvica pode ser um adjuvante, mas não substitui o pessário em prolapsos mais avançados. Histerectomia e colpocleise são opções cirúrgicas, não conservadoras.
Os sintomas incluem sensação de peso ou 'bola na vagina', desconforto pélvico, disfunções urinárias (incontinência, urgência, dificuldade de micção) e intestinais (constipação, dificuldade de evacuação).
O pessário vaginal é um dispositivo inserido na vagina para fornecer suporte mecânico aos órgãos pélvicos, elevando-os e mantendo-os em uma posição mais anatômica, aliviando os sintomas do prolapso.
O estriol tópico melhora a vascularização, elasticidade e espessura da mucosa vaginal, aliviando sintomas de ressecamento, irritação e dispareunia, e melhorando a tolerância e adaptação ao pessário vaginal.
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