HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Mulher de 78 anos de idade, hipertensa e diabética controlada com medicamentos, tercigesta com 3 partos normais, refere bola na vagina há 2 anos, que tem piorado progressivamente. Há 6 meses precisa introduzir a bola para conseguir urinar. Nega vida sexual, incontinência urinária e anal. Entre os tratamentos abaixo, o mais indicado é
Prolapso de órgão pélvico em idosa com disfunção miccional e sem vida sexual → Pessário vaginal é tratamento conservador de escolha.
Em pacientes idosas com prolapso de órgão pélvico sintomático, especialmente aquelas com comorbidades ou que não desejam cirurgia, o pessário vaginal é uma excelente opção de tratamento conservador. Ele oferece alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida sem os riscos de um procedimento cirúrgico.
O prolapso de órgão pélvico (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente as multíparas e idosas. Caracteriza-se pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou para fora da vagina, devido ao enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. A prevalência aumenta com a idade e o número de partos vaginais. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, que avalia o grau e tipo de prolapso. Os sintomas variam desde sensação de peso e desconforto até disfunções urinárias (como dificuldade para iniciar a micção, como no caso da questão), intestinais e sexuais. É crucial diferenciar os tipos de prolapso (cistocele, retocele, prolapso uterino, enterocele) para um manejo adequado. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. O pessário vaginal é uma excelente opção conservadora para pacientes que não desejam ou não podem ser submetidas à cirurgia, oferecendo alívio sintomático e melhora da qualidade de vida. A colpocleise é uma opção cirúrgica para idosas sem vida sexual, enquanto a colpossacrofixação abdominal é uma cirurgia mais complexa para casos selecionados. A escolha do tratamento depende da idade, comorbidades, desejo de preservar a função sexual e gravidade dos sintomas.
Os sintomas incluem sensação de peso ou "bola na vagina", dificuldade para urinar ou evacuar, dor pélvica e, em casos avançados, a necessidade de reduzir o prolapso manualmente.
O pessário é indicado para pacientes que preferem evitar cirurgia, idosas com comorbidades que aumentam o risco cirúrgico, ou aquelas que desejam preservar a fertilidade. É uma opção conservadora eficaz.
As complicações incluem irritação vaginal, corrimento, úlceras de pressão e, raramente, fístulas. A higiene adequada e o acompanhamento médico regular são cruciais para minimizar esses riscos.
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