Prolapso Genital Total: Tratamento Cirúrgico Ideal

HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 56 anos, menopausada, procura unidade de saúde por apresentar sensação de peso em baixo ventre. Ao exame, constata-se prolapso genital total com cistocele e retocele acentuada. A paciente não tem fatores de risco cardiovascular e não faz uso de nenhum medicamento. Qual a conduta correta nesse caso?

Alternativas

  1. A) A histerectomia vaginal com correção do assoalho pélvico é a alternativa mais indicada nessa situação.
  2. B) Mudanças nos hábitos de vida e fisioterapia uroginecológica para reforçar o assoalho pélvico são suficientes para reverter o prolapso.
  3. C) O uso de pessários vaginais por 1 ano associados à fisioterapia uroginecológica se constituem na primeira indicação de tratamento do prolapso genital total.
  4. D) Estrogenioterapia tópica, pois, nas pacientes menopausadas, melhorando-se o trofismo genital, o prolapso é revertido sem necessidade de cirurgia ou pessários.
  5. E) A correção da cistocele e da retocele (colpoperienoplastia) são suficientes para promover a regressão do prolapso uterino e deve ser a primeira indicação cirúrgica.

Pérola Clínica

Prolapso genital total acentuado em menopausada → histerectomia vaginal com correção do assoalho pélvico é a conduta mais indicada.

Resumo-Chave

Em casos de prolapso genital total com cistocele e retocele acentuadas, especialmente em pacientes menopausadas sem contraindicações cirúrgicas, a correção cirúrgica é a abordagem mais eficaz. A histerectomia vaginal associada à correção do assoalho pélvico (colpoperineoplastia) oferece a melhor resolução para os sintomas e melhora da qualidade de vida.

Contexto Educacional

O prolapso genital é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente após a menopausa e múltiplos partos. Caracteriza-se pelo deslocamento de órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto) para fora de sua posição normal, devido ao enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. A cistocele (prolapso da bexiga) e a retocele (prolapso do reto) frequentemente coexistem com o prolapso uterino. O diagnóstico é clínico, por meio do exame ginecológico, e a classificação da gravidade orienta a conduta. Em casos de prolapso genital total e acentuado, como o descrito na questão, os tratamentos conservadores (fisioterapia, pessários, estrogênio tópico) geralmente são insuficientes para uma resolução definitiva. A estrogenioterapia tópica pode melhorar o trofismo tecidual, mas não reverte o prolapso estrutural. A conduta mais indicada para prolapso genital total acentuado é a cirurgia. A histerectomia vaginal, quando há prolapso uterino, associada à correção do assoalho pélvico (colpoperineoplastia anterior para cistocele e posterior para retocele), é o procedimento padrão. O objetivo é restaurar a anatomia pélvica, aliviar os sintomas e melhorar a função urinária e intestinal, proporcionando uma melhor qualidade de vida à paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de prolapso genital e como ele é classificado?

Os sintomas incluem sensação de peso no baixo ventre, abaulamento vaginal, dificuldade para urinar ou evacuar. É classificado por graus, sendo o prolapso total (grau III ou IV) aquele em que o órgão se exterioriza completamente.

Quando a cirurgia é a melhor opção para o prolapso genital?

A cirurgia é a melhor opção para prolapsos de graus avançados (total ou acentuado), quando os sintomas são significativos e afetam a qualidade de vida, ou quando tratamentos conservadores falharam ou são inadequados.

Qual o papel da histerectomia vaginal na correção do prolapso?

A histerectomia vaginal é frequentemente realizada em casos de prolapso uterino, pois a remoção do útero facilita a suspensão e o reparo dos ligamentos e fáscias do assoalho pélvico, corrigindo a cistocele e retocele associadas.

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