UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Mulher de 65 anos vai ao ginecologista com relato de “bola na vagina” há cerca de 06 meses. Informa ter tido 06 gestações a termo, com partos vaginais. Relata não ter prática sexual penetrativa vaginal há 02 anos. Relata ter sido submetida à histerectomia vaginal há 02 anos, por prolapso uterino. Durante exame ginecológico foi observado prolapso genital. Seguindo a classificação da Sociedade Internacional de Continência (POP-Q), foram anotados os seguintes achados: Legenda: HG: hiato genital; CP: corpo perineal; CVT: comprimento vaginal total; Aa: ponto A da parede anterior; Ba: ponto B da parede anterior; C: ponto C; Ap: ponto A da parede posterior; Bp: ponto B da parede posterior; D: ponto D. Marque a alternativa que contenha o estadiamento CORRETO do prolapso e o tratamento mais adequado, respectivamente:
Prolapso genital pós-histerectomia → POP-Q estadiamento + tratamento individualizado.
A classificação POP-Q é essencial para o estadiamento objetivo do prolapso genital. Em casos de prolapso de cúpula vaginal pós-histerectomia, especialmente em estádio avançado (IV), a colposacrofixação é uma opção cirúrgica eficaz para restaurar a anatomia e função.
O prolapso genital feminino é uma condição comum, especialmente em multíparas e idosas, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos para dentro ou além do introito vaginal. A histerectomia prévia, partos vaginais e idade avançada são fatores de risco importantes. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é o sistema padronizado e mais utilizado para o estadiamento objetivo do prolapso, permitindo uma comunicação clara entre profissionais e a comparação de resultados de tratamento. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com o POP-Q fornecendo medidas precisas dos pontos de prolapso em relação ao hímen. O estadiamento varia de I (menor prolapso) a IV (prolapso completo). A escolha do tratamento depende do tipo e grau do prolapso, sintomas, idade da paciente, desejo de preservar a função sexual e condições clínicas. As opções de tratamento incluem medidas conservadoras (exercícios de Kegel, pessários) e cirúrgicas. Para prolapsos avançados, como o prolapso de cúpula vaginal pós-histerectomia, a colposacrofixação (fixação da cúpula vaginal ao ligamento sacrosspinhoso ou promontório sacral) é considerada o padrão-ouro devido à sua durabilidade e eficácia. Outras opções incluem colpocleise (para pacientes sem desejo sexual) ou colporrafias (para prolapsos de parede vaginal). Residentes devem dominar o POP-Q para um manejo adequado.
A classificação POP-Q avalia nove pontos anatômicos específicos: Aa, Ba, C (ou D), Ap, Bp, além do hiato genital (HG), corpo perineal (CP) e comprimento vaginal total (CVT), para um estadiamento objetivo do prolapso.
A colposacrofixação é indicada principalmente para o tratamento do prolapso de cúpula vaginal (após histerectomia) ou prolapso uterino de alto grau, oferecendo alta taxa de sucesso na correção anatômica e funcional.
A colpocleise é uma opção para mulheres idosas com prolapso genital avançado que não desejam ou não podem ter atividade sexual vaginal, pois o procedimento oclui a vagina, sendo menos invasivo e com menor risco cirúrgico.
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