Prolapso Genital Estágio IV: Manejo Cirúrgico na Menopausa

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher com 59 anos, viúva há 3 anos e menopausada há sete, vai à UBS e se queixa de sensação de peso no períneo. Ao exame, constata-se prolapso genital, estadimento IV. Não apresenta comorbidades, nenhuma outra queixa e não faz uso de nenhuma medicação. Qual deve ser a conduta?

Alternativas

  1. A) Estrogenioterapia por via oral associada com progestágeno.
  2. B) Estrogenioterapia isolada por via tópica vaginal.
  3. C) Fisioterapia de assoalho pélvico.
  4. D) Cirurgia de amputação de colo.
  5. E) Histerectomia vaginal.

Pérola Clínica

Prolapso genital estágio IV em mulher menopausada sem comorbidades → Histerectomia vaginal é a conduta definitiva.

Resumo-Chave

O prolapso genital estágio IV é uma condição grave onde o órgão prolapsado (geralmente útero ou cúpula vaginal) se exterioriza completamente. Em mulheres menopausadas e sem comorbidades, a histerectomia vaginal é a opção cirúrgica mais adequada para correção definitiva, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida.

Contexto Educacional

O prolapso genital é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente após a menopausa. A classificação do prolapso é feita pelo sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification), que avalia a extensão do prolapso em relação ao hímen. O estágio IV representa a forma mais grave, com exteriorização completa dos órgãos pélvicos. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento dos músculos, fáscias e ligamentos do assoalho pélvico, frequentemente associado a partos vaginais, obesidade, tosse crônica e deficiência estrogênica pós-menopausa. Os sintomas incluem sensação de peso no períneo, abaulamento vaginal, dificuldades urinárias ou intestinais e disfunção sexual. O tratamento depende da gravidade do prolapso, idade da paciente, comorbidades e desejo de preservar a função sexual ou uterina. Para prolapsos de baixo grau, medidas conservadoras como fisioterapia e pessários podem ser eficazes. No entanto, para prolapsos avançados (estágios III e IV), a cirurgia é geralmente a opção mais indicada para restaurar a anatomia e função. A histerectomia vaginal, muitas vezes combinada com colporrafias e suspensões, é um procedimento comum e eficaz para o prolapso uterino grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar o prolapso genital em estágio IV?

O estágio IV do prolapso genital é definido quando o ponto mais distal do prolapso se exterioriza completamente, estando a pelo menos 1 cm além do plano do hímen.

Por que a histerectomia vaginal é a conduta mais adequada para prolapso uterino estágio IV?

A histerectomia vaginal permite a remoção do útero prolapsado e a realização de reparos no assoalho pélvico, oferecendo uma correção anatômica duradoura e alívio dos sintomas.

Quais são as opções de tratamento não cirúrgico para prolapso genital e quando são indicadas?

Opções não cirúrgicas incluem fisioterapia do assoalho pélvico e pessários. São indicadas para prolapsos menos graves (estágios I e II) ou em pacientes que recusam ou têm contraindicações à cirurgia.

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