Prolapso Genital POP-Q Estádio II: Tratamento e Opções Cirúrgicas

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 35 anos apresenta queixa de “bola na vagina” há 3 anos. Durante exame ginecológico foi observado prolapso genital. Seguindo a classificação da Sociedade Internacional de Continência (POP-Q), foram anotados os seguintes achados: Legenda: HG: hiato genital; CP: corpo perineal; CVT: comprimento vaginal total; Aa: ponto A da parede anterior; Ba: ponto B da parede anterior; C: ponto C; Ap: ponto A da parede posterior; Bp: ponto B da parede posterior; D: ponto D. Marque a alternativa que contenha o estádio CORRETO do prolapso e o tratamento mais adequado, respectivamente.

Alternativas

  1. A) Estádio II – colposacrofixação.
  2. B) Estádio III – colporrafia anterior.
  3. C) Estádio IV – colpofixação no ligamento sacroespinhoso.
  4. D) Estádio II – amputação do colo do útero.
  5. E) Estádio I – histerectomia vaginal.

Pérola Clínica

Prolapso uterino Estádio II com alongamento cervical → Cirurgia de Manchester (inclui amputação do colo).

Resumo-Chave

A classificação POP-Q é essencial para estadiar o prolapso genital. Para prolapso uterino de Estádio II, especialmente se houver alongamento cervical, a cirurgia de Manchester, que inclui a amputação do colo do útero, pode ser uma opção de tratamento adequada para restaurar a anatomia e função.

Contexto Educacional

O prolapso genital feminino é a descida de um ou mais órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto) para dentro ou além do introito vaginal. É uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente multíparas e pós-menopáusicas. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é o sistema padronizado internacionalmente para descrever e estadiar o prolapso, permitindo uma comunicação precisa entre os profissionais e a comparação de resultados de tratamento. A fisiopatologia do prolapso envolve o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico e dos ligamentos de suporte. O diagnóstico é clínico, com o exame ginecológico utilizando o POP-Q para determinar o estádio. O Estádio II é definido quando a porção mais distal do prolapso está entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do plano do hímen. A suspeita deve surgir em mulheres com queixas de "bola na vagina", pressão pélvica ou sintomas urinários/intestinais. O tratamento do prolapso genital varia conforme o estádio, sintomas e desejo da paciente. Para o Estádio II, opções conservadoras como fisioterapia do assoalho pélvico e uso de pessários podem ser eficazes. Em casos sintomáticos ou com alongamento cervical associado ao prolapso uterino, a cirurgia pode ser indicada. A cirurgia de Manchester, que inclui a amputação do colo do útero e a plicatura dos ligamentos cardinais e uterossacros, é uma técnica para prolapso uterino de Estádio I ou II com alongamento cervical, visando restaurar a anatomia e função pélvica.

Perguntas Frequentes

Como é classificado o prolapso genital pelo sistema POP-Q?

O sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) classifica o prolapso em estádios de 0 a IV, baseando-se na medida da descida dos órgãos pélvicos em relação ao hímen, utilizando pontos anatômicos específicos.

Quais são as opções de tratamento para o prolapso genital de Estádio II?

O tratamento para prolapso de Estádio II pode variar de conservador (fisioterapia, pessários) a cirúrgico, dependendo dos sintomas e do tipo de prolapso. Em casos de prolapso uterino com alongamento cervical, a cirurgia de Manchester pode ser considerada.

O que é a amputação do colo do útero no contexto do prolapso?

A amputação do colo do útero (traquelectomia) é um procedimento realizado como parte da cirurgia de Manchester para prolapso uterino com alongamento cervical, visando encurtar o colo e reposicionar o útero, melhorando o suporte pélvico.

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