FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Colostomias e ileostomias podem ser utilizadas por diversos motivos em cirurgias do trato digestório, porém não são isentas de complicações. Uma de suas complicações é o prolapso estomal. Assinale a alternativa que apresenta a ostomia que tem maior incidência de prolapso:
Colostomia em alça de cólon transverso = Maior risco de prolapso estomal.
O prolapso é mais comum em estomas em alça devido à maior abertura da parede abdominal e à mobilidade do segmento intestinal utilizado.
As ostomias são procedimentos essenciais na cirurgia colorretal, podendo ser temporárias (para proteção de anastomoses) ou definitivas. A escolha do local e da técnica (terminal vs. alça) influencia diretamente o perfil de complicações. O prolapso estomal, embora raramente seja uma emergência vital, impacta significativamente a qualidade de vida e o manejo das bolsas coletoras. A prevenção do prolapso envolve a confecção de um orifício na parede abdominal de tamanho adequado (geralmente dois dedos) e a fixação da aponeurose. Atualmente, as ileostomias em alça têm sido preferidas às colostomias transversas para descompressão ou proteção, justamente pelo menor perfil de complicações mecânicas como o prolapso.
A colostomia em alça do cólon transverso possui a maior incidência de prolapso devido a vários fatores técnicos e anatômicos: a necessidade de uma abertura maior na parede abdominal para exteriorizar a alça, a grande mobilidade do cólon transverso e a pressão intra-abdominal que atua sobre um segmento mais volumoso. Além disso, muitas vezes esses estomas são realizados em caráter de urgência, o que pode comprometer a técnica de fixação ideal.
As complicações podem ser precoces ou tardias. As precoces incluem isquemia/necrose do estoma, retração, hemorragia e infecção periestomal. As tardias incluem o prolapso (protrusão anormal da alça), hérnia paraestomal (a complicação tardia mais comum no geral), estenose do estoma e dermatites periestomais (mais frequentes em ileostomias devido ao efluente rico em enzimas pancreáticas).
O manejo inicial pode ser conservador, com redução manual e uso de cintas abdominais. Em casos de isquemia, obstrução ou desconforto importante do paciente, o tratamento cirúrgico é indicado. As opções incluem a revisão local do estoma, a fixação da alça ou, preferencialmente, o fechamento da ostomia se a condição clínica do paciente permitir.
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