FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 55 anos de idade, comparece para consulta com queixa de massa e dor vaginal. HP: histerectomia, doença inflamatória pélvica. Casada. Vida sexual ativa. Clinicamente constata-se cisto-retocele de III grau e prolapso de cúpula vaginal de II grau. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de tratamento para esta paciente.
Prolapso de cúpula vaginal + cisto-retocele em paciente histerectomizada → correção com tecidos nativos é a melhor opção.
Em pacientes com prolapso de cúpula vaginal e cisto-retocele, especialmente após histerectomia, a correção cirúrgica com tecidos nativos é frequentemente a abordagem preferencial. Isso visa restaurar a anatomia e função pélvica, minimizando riscos associados a materiais sintéticos.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e pós-menopausa, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos para dentro ou além da vagina. A histerectomia prévia é um fator de risco significativo para o prolapso de cúpula vaginal, que ocorre quando o ápice da vagina perde seu suporte. A avaliação inclui exame físico com manobra de Valsalva e estadiamento pelo sistema POP-Q. O tratamento do POP varia de conservador (fisioterapia pélvica, pessários) a cirúrgico. A escolha da técnica cirúrgica depende do tipo e grau do prolapso, da saúde geral da paciente, de sua atividade sexual e da experiência do cirurgião. Para prolapsos de cúpula vaginal e cisto-retocele, a correção com tecidos nativos, como a sacroespinofixação ou colporrafias anterior e posterior, é uma abordagem eficaz e segura, utilizando os próprios tecidos da paciente para restaurar o suporte. Embora telas inorgânicas possam ser usadas em casos selecionados, como falha de cirurgias anteriores ou prolapsos recorrentes, elas estão associadas a um maior risco de complicações como erosão, infecção e dor. A colpocleise é uma opção para pacientes idosas com prolapso avançado que não desejam manter a atividade sexual. A fisioterapia pélvica é importante para o fortalecimento do assoalho pélvico, tanto como tratamento primário para casos leves quanto como suporte pré e pós-operatório.
Após histerectomia, os tipos mais comuns de prolapso incluem prolapso de cúpula vaginal (quando o ápice da vagina prolapsa), cistocele (bexiga), retocele (reto) e enterocele (alças intestinais).
A correção com tecidos nativos é preferida para evitar complicações associadas a telas sintéticas, como erosão, infecção, dor crônica e dispareunia. Ela utiliza os próprios ligamentos e fáscias da paciente para restaurar o suporte anatômico.
A fisioterapia pélvica é indicada para prolapsos de graus leves a moderados, como tratamento conservador inicial, ou como adjuvante pré e pós-operatório para fortalecer o assoalho pélvico e melhorar os resultados cirúrgicos.
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