Prolapso de Cúpula Vaginal: Diagnóstico Pós-Histerectomia

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 54 anos, GII PII (cesarianas) A0, antecedente de histerectomia total abdominal aos 45 anos por miomatose uterina, é examinada no ambulatório de ginecologia para avaliação de distopia genital. Abaixo segue a representação de distopia genital pelo Pelvic Organ Prolapse Quantification System (POP-Q ) desta paciente. Com base nesta representação, assinale a alternativa que apresenta a distopia observada na paciente.

Alternativas

  1. A) Defeito de compartimento anterior.
  2. B) Defeito de compartimento posterior. 
  3. C) Prolapso uterino.
  4. D) Prolapso de cúpula vaginal. 
  5. E) Não há distopia genital.

Pérola Clínica

Pós-histerectomia, prolapso de cúpula vaginal é a distopia mais comum do compartimento apical.

Resumo-Chave

A histerectomia remove o útero, que é o principal suporte apical da vagina. Na ausência do útero, o prolapso que ocorre no compartimento apical é o prolapso da cúpula vaginal, que é a parte superior da vagina que foi suturada após a remoção do útero. O POP-Q é essencial para classificar e documentar o tipo e grau do prolapso.

Contexto Educacional

O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, caracterizada pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto, cúpula vaginal) em direção ou para fora do introito vaginal. A histerectomia, embora resolva a patologia uterina, é um fator de risco para o desenvolvimento de prolapso de cúpula vaginal, pois remove o suporte apical do útero, alterando a anatomia e a biomecânica pélvica. O sistema Pelvic Organ Prolapse Quantification (POP-Q) é a ferramenta padrão-ouro para a avaliação objetiva e reprodutível do prolapso genital. Ele descreve a posição de seis pontos anatômicos específicos da vagina em relação ao plano do hímen, permitindo classificar o prolapso em diferentes compartimentos (anterior, apical e posterior) e graus de severidade. A correta aplicação do POP-Q é fundamental para o diagnóstico preciso e para o planejamento terapêutico. No caso de uma paciente com história de histerectomia, a ausência do útero elimina a possibilidade de prolapso uterino. Portanto, qualquer prolapso que envolva o compartimento apical será classificado como prolapso de cúpula vaginal. O manejo pode variar desde medidas conservadoras, como fisioterapia do assoalho pélvico e pessários, até abordagens cirúrgicas para restaurar o suporte anatômico e funcional da pelve.

Perguntas Frequentes

O que é prolapso de cúpula vaginal e por que ocorre após histerectomia?

Prolapso de cúpula vaginal é a descida da porção superior da vagina (cúpula) após a remoção do útero (histerectomia). Ocorre devido à perda do suporte uterino e ao enfraquecimento dos ligamentos e fáscias pélvicas.

Como o sistema POP-Q classifica o prolapso de cúpula vaginal?

O POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification System) é um sistema padronizado que mede a posição de seis pontos específicos da vagina em relação ao hímen, permitindo classificar o prolapso em graus de I a IV, sendo IV o mais grave.

Quais são os sintomas comuns do prolapso de cúpula vaginal?

Os sintomas incluem sensação de peso ou 'bola' na vagina, dor pélvica, dificuldade para urinar ou evacuar, dispareunia e, em casos avançados, a protrusão de tecido vaginal para fora do corpo.

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