UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Secundípara, 38 semanas, 1 parto normal há 2 anos, com diagnóstico recente de polidramnia pela US obstétrica, encontra-se em período expulsivo. Durante os puxos, ocorreu a rotura espontânea da bolsa, com prolapso do cordão umbilical. Analise as afirmações a seguir sobre o que se deve fazer diante deste quadro:I) Organizar ajuda, convocando auxílio de obstetras, enfermeiras, anestesistas, pediatras e solicitar preparo de sala cirúrgica. II) Aumentar pressão sobre cordão umbilical por meio da elevação da apresentação pelo toque vaginal, auxiliada pela posição de Trendelenburg.III) Decidir pela via de parto mais rápida.Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Prolapso de cordão → emergência obstétrica: aliviar compressão e cesariana imediata.
O prolapso de cordão umbilical é uma emergência obstétrica grave que exige ação imediata para evitar sofrimento fetal e óbito. A conduta visa aliviar a compressão do cordão e realizar o parto o mais rápido possível, geralmente por cesariana de emergência.
O prolapso de cordão umbilical é uma das emergências obstétricas mais graves, com alta morbimortalidade perinatal se não for prontamente reconhecido e manejado. Caracteriza-se pela descida do cordão umbilical à frente da apresentação fetal, após a rotura das membranas, expondo-o à compressão entre a apresentação fetal e a pelve materna, o que leva à hipóxia fetal aguda. A polidramnia é um fator de risco importante, pois o excesso de líquido amniótico facilita a mobilidade fetal e o arrastamento do cordão. Ao identificar o prolapso de cordão, a prioridade é aliviar a compressão do cordão para restaurar o fluxo sanguíneo e, simultaneamente, preparar para o parto mais rápido possível. Isso envolve manobras como a elevação manual da apresentação fetal via toque vaginal, posicionamento da paciente em Trendelenburg ou joelho-cotovelo, e a mobilização de toda a equipe (obstetra, anestesista, pediatra, enfermeiros) para uma cesariana de emergência. A decisão pela via de parto mais rápida é crucial. Na maioria dos casos, a cesariana é a via de escolha, a menos que o parto vaginal seja iminente e seguro. A rapidez na tomada de decisão e na execução das manobras é determinante para o prognóstico fetal, exigindo treinamento e coordenação da equipe.
Fatores de risco incluem polidramnia, apresentação fetal anômala (pélvica, transversa), prematuridade, rotura artificial de membranas com apresentação alta, gemelaridade e desproporção céfalo-pélvica.
A conduta inicial é aliviar a compressão do cordão umbilical elevando a apresentação fetal com a mão via toque vaginal, colocar a paciente em posição de Trendelenburg ou joelho-cotovelo, e preparar para cesariana de emergência imediata.
A polidramnia, por ter um volume excessivo de líquido amniótico, permite maior mobilidade fetal e, no momento da rotura da bolsa, o fluxo abundante de líquido pode arrastar o cordão umbilical para fora do colo uterino antes da apresentação fetal se encaixar.
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