PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Jovem, 25 anos de idade, gestante de 35 semanas, sem comorbidades, primigesta, vem ao pronto-atendimento da maternidade com queixa de dor abdominal a cada 3 minutos. Nega febre ou perda de líquido por via vaginal. Ao exame: abdome com tónus uterino preservado, dinâmica uterina presente, rítmica e de moderada intensidade a cada 3 minutos, com duração de 40 segundos cada contração. Altura uterina: 32cm. Batimentos cardíacos fetais: 144bpm em quadrante inferior esquerdo. Toque vaginal: 4cm de dilatação, bolsa íntegra, polo cefálico ainda alto. Paciente encaminhada para realização de cardiotocografia, tendo, no meio do exame, evoluído com ruptura de bolsa e perda de líquido amniótico via vaginal; com desaceleração importante dos batimentos cardiofetais.Confirmada, em toque vaginal, a principal suspeita diagnóstica, indique a conduta nesse momento:
Ruptura de bolsa + desaceleração BCF + polo cefálico alto + toque vaginal com cordão = Prolapso de cordão → Manter mão no toque e cesariana imediata.
O prolapso de cordão umbilical é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela descida do cordão umbilical à frente da apresentação fetal após a ruptura das membranas. A compressão do cordão resulta em bradicardia fetal súbita e sustentada. A conduta imediata é manter a apresentação fetal elevada com a mão no toque vaginal e realizar cesariana de urgência.
O prolapso de cordão umbilical é uma das emergências obstétricas mais graves, com alta morbimortalidade perinatal se não for prontamente reconhecido e manejado. Ocorre quando o cordão umbilical se posiciona à frente da parte apresentada do feto após a ruptura das membranas amnióticas, ficando sujeito à compressão entre a apresentação fetal e a pelve materna. Essa compressão leva à interrupção do fluxo sanguíneo para o feto, resultando em hipóxia e acidose, manifestadas por bradicardia fetal súbita e sustentada. É mais comum em situações de apresentação fetal anômala, prematuridade, polidrâmnio ou após amniotomia artificial. O diagnóstico é geralmente feito durante o trabalho de parto, após a ruptura da bolsa, quando há uma alteração súbita no padrão dos batimentos cardíacos fetais (BCF), como uma desaceleração importante ou bradicardia. O toque vaginal revela a presença do cordão umbilical pulsátil (ou não) na vagina ou no colo uterino, à frente da apresentação fetal. A confirmação do prolapso exige uma ação imediata, pois cada minuto de compressão do cordão aumenta o risco de sofrimento fetal e óbito. A conduta no prolapso de cordão umbilical é uma corrida contra o tempo. Uma vez diagnosticado, a prioridade é aliviar a compressão do cordão. Isso é feito mantendo-se a mão no toque vaginal, empurrando a apresentação fetal para cima e para fora da pelve, enquanto a paciente é rapidamente preparada e transportada para uma cesariana de urgência. Outras medidas incluem colocar a paciente em posição de Trendelenburg ou genupeitoral, e encher a bexiga com soro fisiológico para elevar a apresentação. O objetivo é realizar o parto o mais rápido possível para minimizar o tempo de hipóxia fetal.
Os principais sinais são a ruptura das membranas (bolsa) seguida de uma desaceleração súbita e sustentada dos batimentos cardíacos fetais (bradicardia), e a palpação do cordão umbilical no toque vaginal.
A conduta imediata é manter a mão no toque vaginal, elevando a apresentação fetal para aliviar a compressão do cordão, e encaminhar a paciente para uma cesariana de urgência.
Fatores de risco incluem apresentação fetal anômala (pélvica, transversa), prematuridade, polidrâmnio, gemelaridade, desproporção céfalo-pélvica, membranas rotas e manipulações obstétricas (amniotomia artificial).
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