UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 65 anos comparece à consulta queixando-se de “bola na vagina” e que, sendo sexualmente ativa, essa condição vem atrapalhando a sua qualidade de vida. Nega sangramento ou perdas urinárias. No exame ginecológico, a quantificação de prolapsos de órgãos pélvicos (POP-Q) foi representada da seguinte forma:Considerando o resultado do exame, o tratamento adequado para a correção do prolapso apical nessa paciente é a:
Prolapso apical sintomático em paciente sexualmente ativa → Sacrocolpopexia é a cirurgia padrão-ouro para correção duradoura.
A sacrocolpopexia é considerada a técnica padrão-ouro para a correção cirúrgica do prolapso apical, especialmente em pacientes sexualmente ativas. Ela envolve a fixação da cúpula vaginal (ou colo uterino) ao ligamento longitudinal anterior do sacro, utilizando uma tela para restaurar a anatomia pélvica e a função vaginal.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente na pós-menopausa. Caracteriza-se pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou além da vagina. O prolapso apical, especificamente, envolve a descida da cúpula vaginal (em mulheres histerectomizadas) ou do colo uterino. A etiologia é multifatorial, incluindo partos vaginais, idade avançada, obesidade e fatores genéticos, resultando em enfraquecimento dos ligamentos e músculos do assoalho pélvico. O diagnóstico do POP é clínico, com a paciente queixando-se de uma 'bola na vagina', pressão pélvica ou dificuldades sexuais. A quantificação do prolapso é realizada pelo sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification), que padroniza a avaliação e permite comparar resultados de tratamento. Este sistema utiliza pontos de referência anatômicos em relação ao hímen para classificar o prolapso em estágios (0 a IV), sendo essencial para o planejamento terapêutico. O tratamento do prolapso apical depende da gravidade dos sintomas, idade da paciente, comorbidades e, crucialmente, do desejo de preservar a função sexual. Para pacientes sexualmente ativas, a sacrocolpopexia é considerada a técnica padrão-ouro. Este procedimento, que pode ser realizado por via abdominal (aberta, laparoscópica ou robótica), envolve a fixação da cúpula vaginal (ou colo uterino) ao promontório sacral utilizando uma tela sintética. Oferece altas taxas de sucesso anatômico e funcional a longo prazo, com preservação da função sexual. Outras opções, como a colpocleise (obliteração vaginal), são reservadas para pacientes idosas, com comorbidades e que não desejam mais atividade sexual. Residentes devem dominar a avaliação do POP-Q e as indicações das diversas abordagens cirúrgicas para oferecer o melhor cuidado às pacientes.
O prolapso apical refere-se à descida do ápice da vagina (cúpula vaginal após histerectomia ou colo uterino). O sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é uma ferramenta padronizada para medir e classificar o grau do prolapso, utilizando pontos anatômicos fixos em relação ao hímen, permitindo uma avaliação objetiva da extensão do prolapso.
A sacrocolpopexia é considerada padrão-ouro devido às suas altas taxas de sucesso anatômico e funcional, durabilidade a longo prazo e preservação da função sexual. A técnica utiliza uma tela para fixar a cúpula vaginal (ou colo uterino) ao promontório sacral, restaurando o suporte apical e a anatomia vaginal de forma eficaz.
A sacrocolpopexia pode ser contraindicada em pacientes com alto risco cirúrgico ou que não desejam cirurgia com tela. Alternativas incluem a colpocleise (cirurgia obliterativa para pacientes sem atividade sexual), suspensões sacroespinhais (via vaginal) ou outras técnicas de suspensão. A escolha depende da idade da paciente, comorbidades, desejo de preservar a função sexual e experiência do cirurgião.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo