Prolapso Uterino e Apical: Diagnóstico e Classificação POP-Q

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 72 anos de idade chega ao consultório se queixando de bola na vagina há um ano. G4 P4, partos normais. Nega perdas involuntárias de urina. Nega demais queixas. No momento do exame, foi evidenciado o seguinte cenário, segundo o POP-q.Assinale a alternativa que indica o diagnóstico CORRETO.

Alternativas

  1. A) PPP E II, rotura perineal.
  2. B) PPA E I, hipertrofia de colo.
  3. C) PPP E I, hipertrofia de colo.
  4. D) Prolapso apical, rotura perineal.
  5. E) Prolapso apical, prolapso uterino.

Pérola Clínica

"Bola na vagina" + G4P4 + POP-Q → Prolapso Apical/Uterino.

Resumo-Chave

A queixa de "bola na vagina" em uma multípara com história de partos normais é altamente sugestiva de prolapso de órgãos pélvicos. O prolapso apical refere-se à descida do ápice da vagina (colo uterino ou cúpula vaginal pós-histerectomia), e o prolapso uterino é um tipo específico de prolapso apical, onde o útero desce através do canal vaginal.

Contexto Educacional

O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum que afeta milhões de mulheres, especialmente multíparas e idosas, impactando significativamente sua qualidade de vida. Caracteriza-se pela descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto, intestino) para dentro ou através da vagina. A queixa de "bola na vagina" é o sintoma mais clássico, embora outras manifestações como sensação de peso pélvico, dispareunia e disfunções urinárias ou intestinais também sejam frequentes. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na anamnese e exame físico. A história de partos vaginais múltiplos é um fator de risco importante devido ao trauma obstétrico nos músculos e ligamentos do assoalho pélvico. A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é a ferramenta padrão-ouro para a avaliação objetiva, descrevendo a localização e a gravidade do prolapso em estágios de I a IV. O prolapso apical refere-se à descida do ápice da vagina, que pode ser o colo uterino (prolapso uterino) ou a cúpula vaginal (em mulheres histerectomizadas). O manejo do prolapso varia desde medidas conservadoras (exercícios do assoalho pélvico, pessários) até cirúrgicas, dependendo da gravidade dos sintomas, tipo de prolapso e desejo da paciente. Para residentes, é fundamental dominar a semiologia do assoalho pélvico, a classificação POP-Q e as opções de tratamento, a fim de oferecer um cuidado abrangente e individualizado a essas pacientes. A ausência de incontinência urinária não exclui o diagnóstico de prolapso significativo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de prolapso de órgãos pélvicos?

Os principais tipos incluem cistocele (prolapso da bexiga), retocele (prolapso do reto), enterocele (prolapso de alças intestinais), prolapso uterino (descida do útero) e prolapso de cúpula vaginal (após histerectomia), sendo os dois últimos considerados prolapsos apicais.

Como a classificação POP-Q é utilizada no diagnóstico de prolapso?

O sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é uma ferramenta padronizada para descrever e quantificar o prolapso de órgãos pélvicos. Ele mede a posição de seis pontos anatômicos em relação ao hímen, permitindo uma avaliação objetiva da gravidade e tipo de prolapso.

Quais fatores de risco estão associados ao prolapso uterino?

Os principais fatores de risco incluem multiparidade, partos vaginais, idade avançada, obesidade, tosse crônica, constipação crônica e deficiência de estrogênio pós-menopausa. A fraqueza dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico é a causa subjacente.

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