SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Mulher de 30 anos, gestante no curso de 22 s e 4 dias, portadora de macroadenoma hipofisário com hiperprolactinemia (250 ng/mL). No momento, encontra-se assintomática. A Ressonância Nuclear Magnética confirmou o macroadenoma. De acordo com o quadro acima, assinale a alternativa CORRETA.
Na gestação, estrogênio ↑ → hipertrofia/hiperplasia lactotrofos → aumento fisiológico da hipófise.
Durante a gravidez, os altos níveis de estrogênio estimulam o crescimento fisiológico da hipófise, principalmente por hipertrofia e hiperplasia dos lactotrofos. Isso pode mimetizar ou exacerbar o crescimento de um prolactinoma preexistente, exigindo monitoramento cuidadoso.
O manejo de macroadenomas hipofisários, especialmente prolactinomas, em gestantes é um desafio clínico que exige conhecimento da fisiologia e das particularidades da gravidez. A gestação induz alterações significativas no eixo hipotálamo-hipófise, e é um tema de grande importância para a prática ginecológica e endócrina. Durante a gravidez, os níveis crescentes de estrogênio estimulam a hipertrofia e hiperplasia dos lactotrofos na hipófise anterior, resultando em um aumento fisiológico do volume glandular. Este aumento pode ser de até 2 a 3 vezes o tamanho normal. Em pacientes com prolactinoma, essa estimulação pode levar ao crescimento tumoral, embora a maioria dos microadenomas e uma parte dos macroadenomas permaneçam estáveis. A monitorização da gestante com prolactinoma deve focar nos sintomas compressivos, como cefaleia e alterações visuais, que são avaliados por campos visuais. A dosagem de prolactina não é um bom marcador de crescimento tumoral na gestação devido ao aumento fisiológico. A ressonância magnética (RNM) é reservada para casos sintomáticos ou com suspeita de crescimento tumoral significativo. O tratamento, se necessário, geralmente envolve agonistas dopaminérgicos, como a bromocriptina ou cabergolina.
Durante a gravidez, os níveis elevados de estrogênio estimulam a hipertrofia e hiperplasia dos lactotrofos na hipófise anterior, levando a um aumento fisiológico do volume glandular.
O monitoramento foca principalmente nos sintomas compressivos, como cefaleia e alterações visuais, que são avaliados por campos visuais. A dosagem de prolactina não é útil para monitorar o tamanho do tumor na gestação devido ao aumento fisiológico. A RNM é reservada para casos sintomáticos.
A amamentação geralmente não é contraindicada em pacientes com prolactinoma, mesmo com macroadenomas, desde que não haja crescimento tumoral significativo ou sintomas compressivos. A elevação da prolactina durante a amamentação não demonstrou causar crescimento tumoral.
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