UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 30 anos interrompeu o uso de cabergolina após 2 anos de tratamento para um macroadenoma. Atualmente, está sem terapia e apresenta-se assintomática há um ano. Refere estar grávida de 12 semanas e está preocupada com o reaparecimento do macroadenoma. Além disso, está preocupada com o eventual tratamento durante a gravidez. Nesse caso, você diz a ela que
Macroadenomas hipofisários → maior risco de crescimento sintomático na gravidez devido ao estrogênio.
Durante a gravidez, o aumento dos níveis de estrogênio pode estimular o crescimento dos lactotrofos, incluindo os prolactinomas. Macroadenomas (tumores > 10 mm) têm um risco significativamente maior de crescimento sintomático (cefaleia, distúrbios visuais) em comparação com microadenomas, exigindo monitoramento clínico e, por vezes, tratamento.
Prolactinomas são os tumores hipofisários mais comuns, e seu manejo durante a gravidez é uma preocupação frequente para mulheres em idade fértil. A gravidez, com seus níveis elevados de estrogênio, pode estimular o crescimento dos lactotrofos, aumentando o risco de crescimento tumoral. Este risco é significativamente maior para macroadenomas (tumores > 10 mm) do que para microadenomas (< 10 mm). O diagnóstico de prolactinoma é feito pela dosagem de prolactina sérica e ressonância magnética da sela túrcica. Antes da concepção, o tratamento com agonistas dopaminérgicos (cabergolina ou bromocriptina) é padrão. Durante a gravidez, a cabergolina é geralmente interrompida se o tumor for um microadenoma ou um macroadenoma que não invada o quiasma óptico e a paciente estiver assintomática, devido à sua meia-vida mais longa e menor experiência de uso em gestantes. A bromocriptina é a droga de escolha se o tratamento for necessário durante a gravidez. O monitoramento durante a gravidez foca na avaliação clínica de sintomas como cefaleia e alterações visuais. Testes de campo visual são recomendados para pacientes com macroadenomas ou sintomas visuais. A ressonância magnética sem contraste pode ser realizada se houver suspeita de crescimento tumoral. O aumento sintomático do macroadenoma é uma complicação real e deve ser prontamente abordado, geralmente com reinício da bromocriptina, e em casos extremos, cirurgia.
Os sintomas mais comuns de crescimento tumoral incluem cefaleia, alterações visuais (especialmente defeitos de campo visual devido à compressão do quiasma óptico) e, em casos raros, apoplexia hipofisária. O monitoramento clínico é fundamental.
Se houver crescimento sintomático, o tratamento de escolha é geralmente a bromocriptina, que é considerada mais segura na gravidez do que a cabergolina. A cirurgia é reservada para casos refratários ou com rápida deterioração visual.
Não, o monitoramento dos níveis de prolactina não é útil para avaliar o crescimento tumoral durante a gravidez, pois a prolactina fisiologicamente aumenta muito. O acompanhamento é feito por avaliação clínica e, se indicado, campos visuais e ressonância magnética sem contraste.
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