Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Mulher de 22 anos apresenta ciclos menstruais irregulares há cerca de 10 meses, com períodos de amenorreia, negando uso de medicamentos. Sem parceiros sexuais há 2 anos. Exame físico geral e ginecológico normais. A dosagem de prolactina está elevada (150 ng/dl) com TSH e T4 livre normais. A ressonância magnética de sela túrcica revelou um macroadenoma hipofisário. A conduta é
Macroadenoma hipofisário com hiperprolactinemia → Agonistas da dopamina são 1ª linha (cabergolina).
Prolactinomas, mesmo macroadenomas, respondem muito bem ao tratamento com agonistas da dopamina (cabergolina ou bromocriptina), que normalizam a prolactina e reduzem o tamanho do tumor, sendo a primeira linha de tratamento.
A hiperprolactinemia é uma condição endócrina comum, e o prolactinoma é o tipo mais frequente de tumor hipofisário secretor. Em mulheres, manifesta-se tipicamente com irregularidades menstruais (amenorreia ou oligomenorreia), galactorreia e infertilidade. A dosagem de prolactina sérica é o exame inicial, e níveis significativamente elevados (geralmente > 100 ng/mL) sugerem um prolactinoma. A ressonância magnética (RM) de sela túrcica é essencial para confirmar a presença e o tamanho do adenoma. Prolactinomas são classificados como microadenomas (<10 mm) ou macroadenomas (≥10 mm). É crucial descartar outras causas de hiperprolactinemia, como hipotireoidismo primário (TSH e T4 livre normais na questão) e uso de medicamentos. A conduta para prolactinomas, mesmo macroadenomas, é primariamente clínica, com o uso de agonistas da dopamina (cabergolina ou bromocriptina). Esses medicamentos são altamente eficazes em normalizar os níveis de prolactina, restaurar os ciclos menstruais e a fertilidade, e reduzir significativamente o tamanho do tumor, muitas vezes evitando a necessidade de cirurgia. A cirurgia é considerada para casos refratários ou com sintomas compressivos agudos não responsivos à terapia medicamentosa.
Os sintomas incluem irregularidades menstruais (oligomenorreia, amenorreia), galactorreia, infertilidade, diminuição da libido e, em casos de macroadenomas, sintomas compressivos como cefaleia e distúrbios visuais.
A dopamina é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Os agonistas da dopamina mimetizam esse efeito, reduzindo a produção de prolactina e, na maioria dos casos, diminuindo significativamente o tamanho do tumor.
A cirurgia é geralmente reservada para casos de intolerância ou resistência aos agonistas da dopamina, falha em reduzir o tumor ou a prolactina, ou quando há sintomas compressivos graves que não melhoram com a terapia medicamentosa.
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