Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Paciente de 27 anos com queixa de menstruação irregular, chega a ficar 4 meses sem menstruar. Exame físico normal. Exames laboratoriais normais com exceção de prolactina que está aumentada 116 ng/ml. O ginecologista optou por solicitar uma ressonância magnética que evidenciou um macroadenoma de hipófise. A conduta nesse caso é:
Macroadenoma hipófise com hiperprolactinemia → tratamento de primeira linha é agonista dopaminérgico (cabergolina).
Prolactinomas, mesmo os macroadenomas, são tumores hipofisários que respondem excepcionalmente bem ao tratamento com agonistas dopaminérgicos como a cabergolina, que reduz os níveis de prolactina e o tamanho do tumor, normalizando a função menstrual. A cirurgia é reservada para casos refratários ou com compressão de quiasma óptico sem resposta clínica.
Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais comuns, caracterizados pela produção excessiva de prolactina. Podem ser microadenomas (<10 mm) ou macroadenomas (≥10 mm). A hiperprolactinemia resultante causa uma série de sintomas, principalmente relacionados à disfunção gonadal, como irregularidades menstruais e galactorreia em mulheres, e disfunção erétil e diminuição da libido em homens. A fisiopatologia envolve a proliferação de lactotrofos na hipófise anterior. O diagnóstico é feito pela dosagem de prolactina sérica elevada e confirmado por ressonância magnética da sela túrcica para identificar o adenoma. Níveis de prolactina acima de 100-200 ng/mL são altamente sugestivos de prolactinoma. O tratamento de escolha para prolactinomas, independentemente do tamanho, é clínico, com agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina. A cabergolina é preferida devido à sua maior eficácia, melhor tolerabilidade e posologia mais conveniente. Esses medicamentos são altamente eficazes na redução dos níveis de prolactina, diminuição do tamanho do tumor e reversão dos sintomas. A cirurgia é considerada apenas em casos de falha terapêutica, intolerância ou efeitos compressivos graves não responsivos ao tratamento clínico.
Os principais sintomas incluem irregularidades menstruais (amenorreia ou oligomenorreia), galactorreia (secreção de leite fora da gravidez/lactação) e infertilidade. Em homens, pode causar disfunção erétil e diminuição da libido.
A cabergolina é um agonista dopaminérgico que age diretamente nos receptores D2 das células lactotróficas, inibindo a produção de prolactina e induzindo a apoptose das células tumorais, resultando em redução significativa dos níveis de prolactina e do tamanho do tumor.
A cirurgia é geralmente reservada para casos de prolactinomas que não respondem ao tratamento medicamentoso, pacientes com intolerância aos agonistas dopaminérgicos, ou aqueles com compressão de quiasma óptico que não apresentam melhora visual rápida com a terapia clínica.
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