INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Paciente de 27 anos em investigação de amenorréia e galactorréia no ambulatório de ginecologia. A prolactina sérica encontrava-se elevada (115ng/mL) e a ressonância magnética demonstrou imagem compatível com macroadenoma hipofisário. Qual a conduta mais adequada para o caso?
Macroadenoma hipofisário com hiperprolactinemia sintomática → tratamento inicial com agonistas dopaminérgicos (Cabergolina).
Prolactinomas, mesmo macroadenomas, respondem muito bem ao tratamento clínico com agonistas dopaminérgicos, que reduzem os níveis de prolactina e o tamanho do tumor, evitando a necessidade de cirurgia na maioria dos casos.
Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais comuns, caracterizados pela produção excessiva de prolactina. A hiperprolactinemia resultante pode levar a amenorreia, galactorreia, infertilidade e disfunção sexual. A identificação precoce é crucial para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de prolactina e confirmado por ressonância magnética da sela túrcica para identificar o adenoma. Níveis de prolactina acima de 200 ng/mL são altamente sugestivos de prolactinoma, enquanto níveis entre 100-200 ng/mL podem ser causados por outras condições. A diferenciação entre micro e macroadenomas (<10mm ou >10mm) é importante para o prognóstico e acompanhamento. O tratamento de escolha para prolactinomas, incluindo macroadenomas, é clínico, utilizando agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina. Esses medicamentos normalizam os níveis de prolactina e reduzem o tamanho do tumor em mais de 80% dos casos. A cirurgia transesfenoidal é reservada para casos de falha terapêutica, intolerância medicamentosa ou complicações agudas.
Os sintomas mais comuns de prolactinoma incluem amenorreia e galactorreia em mulheres, e disfunção erétil e diminuição da libido em homens, além de sintomas compressivos em macroadenomas.
A cabergolina é um agonista dopaminérgico potente e de longa duração que inibe a secreção de prolactina e reduz o tamanho do tumor na maioria dos prolactinomas, sendo mais eficaz e com menos efeitos colaterais que a bromocriptina.
A cirurgia é reservada para casos de resistência ou intolerância aos agonistas dopaminérgicos, apoplexia hipofisária, ou compressão de estruturas adjacentes com falha do tratamento clínico.
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