UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 24a, nuligesta, queixa-se de secreção leitosa por ambas as mamas, há 18 meses. Refere ciclos menstruais longos, com atrasos de até 30 dias. Exame físico: IMC=22,2Kg/m²; mamas: expressão positiva de secreção láctea bilateralmente. Restante do exame físico normal. Prolactina=91ng/mL; TSH=2,5µUI/mL. Ressonância nuclear magnética cerebral: nódulo hipofisário de 6mm. A CONDUTA É:
Prolactinoma (microadenoma) + galactorreia + hiperprolactinemia → Agonistas dopaminérgicos (Cabergolina/Bromocriptina).
A galactorreia e os distúrbios menstruais em uma mulher jovem com hiperprolactinemia e um microadenoma hipofisário (nódulo < 10mm) são altamente sugestivos de prolactinoma. O tratamento de primeira linha é clínico, com agonistas dopaminérgicos, que normalizam a prolactina, resolvem os sintomas e frequentemente reduzem o tamanho do tumor.
O prolactinoma é o tipo mais comum de adenoma hipofisário secretor, caracterizado pela produção excessiva de prolactina. É mais prevalente em mulheres jovens e se manifesta clinicamente por galactorreia (secreção láctea não relacionada à amamentação), distúrbios menstruais como oligomenorreia ou amenorreia, e infertilidade. A importância clínica reside no impacto na qualidade de vida e na fertilidade da paciente. A fisiopatologia envolve a proliferação de células lactotróficas na hipófise anterior. O diagnóstico é estabelecido pela dosagem de prolactina sérica elevada, juntamente com a identificação de um adenoma hipofisário por ressonância magnética cerebral. Microadenomas são tumores menores que 10mm, enquanto macroadenomas são maiores. É crucial excluir outras causas de hiperprolactinemia, como hipotireoidismo (TSH normal neste caso), uso de medicamentos e estresse. O tratamento de escolha para prolactinomas, sejam micro ou macroadenomas, é clínico, com agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina. Esses medicamentos são altamente eficazes em normalizar os níveis de prolactina, resolver os sintomas clínicos e, na maioria dos casos, reduzir significativamente o tamanho do tumor. A cirurgia é reservada para casos refratários, intolerância aos medicamentos ou tumores com efeito de massa persistente.
Os principais sintomas incluem galactorreia (secreção láctea), distúrbios menstruais (oligomenorreia ou amenorreia), infertilidade e, em casos de macroadenomas, sintomas compressivos como cefaleia e alterações visuais.
O tratamento de primeira linha para o prolactinoma é clínico, utilizando agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou bromocriptina, que normalizam os níveis de prolactina e reduzem o tamanho do tumor.
Os agonistas dopaminérgicos mimetizam a ação da dopamina, que é um inibidor fisiológico da secreção de prolactina pela hipófise, resultando na redução dos níveis hormonais e na diminuição do tamanho do tumor.
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