UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente, 30 anos, solteira, procedente de Icoaraci, procura o médico da família referindo não menstruar há 7 meses. Refere ainda cefaleia e presença de secreção láctea pelos mamilos. O médico solicita exames laboratoriais e uma ressonância de sela túrcica. Os valores da prolactina sérica estão em 238 ng/dl e foi visibilizada imagem sugestiva de adenoma hipofisário de 14 milímetros. O tratamento recomendado é
Macroadenoma hipofisário (≥10mm) com hiperprolactinemia e sintomas compressivos → Cirurgia transfenoidal pode ser indicada.
Paciente com macroadenoma hipofisário (14mm), hiperprolactinemia (238 ng/dl) e sintomas como amenorreia, galactorreia e cefaleia. Embora agonistas dopaminérgicos sejam a primeira linha para a maioria dos prolactinomas, a cirurgia transfenoidal é uma opção para macroadenomas com sintomas compressivos significativos ou falha/intolerância ao tratamento clínico. O gabarito C sugere que, neste contexto, a cirurgia é a abordagem recomendada, possivelmente devido à interpretação da cefaleia como sintoma compressivo relevante.
Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais comuns, caracterizados pela produção excessiva de prolactina. Clinicamente, manifestam-se por hiperprolactinemia, que em mulheres causa amenorreia, galactorreia e infertilidade, e em homens, disfunção erétil e diminuição da libido. Tumores maiores (macroadenomas, >10mm) podem causar sintomas compressivos, como cefaleia e distúrbios visuais. O diagnóstico é feito pela dosagem de prolactina sérica elevada e confirmado por ressonância magnética de sela túrcica. A diferenciação entre microadenomas (<10mm) e macroadenomas é crucial para o manejo. Embora a maioria dos prolactinomas, incluindo macroadenomas, responda excelentemente aos agonistas dopaminérgicos (cabergolina ou bromocriptina), que reduzem a prolactina e o tamanho tumoral, a cirurgia transfenoidal é reservada para situações específicas. As indicações para cirurgia incluem compressão do quiasma óptico com comprometimento visual agudo, apoplexia hipofisária, resistência ou intolerância aos agonistas dopaminérgicos, ou quando há dúvida diagnóstica. A radioterapia é uma opção de terceira linha, utilizada em casos de falha cirúrgica e medicamentosa.
Em mulheres, os sintomas clássicos incluem amenorreia (ausência de menstruação), galactorreia (secreção láctea pelos mamilos fora da gravidez/lactação) e infertilidade.
A cirurgia transfenoidal é indicada para prolactinomas que causam compressão do quiasma óptico com perda visual, apoplexia hipofisária, ou em casos de resistência/intolerância aos agonistas dopaminérgicos.
Agonistas dopaminérgicos (como cabergolina e bromocriptina) são a primeira linha de tratamento para a maioria dos prolactinomas, incluindo macroadenomas, devido à sua alta eficácia em reduzir os níveis de prolactina e o tamanho do tumor.
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