PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
O tratamento dos prolactinomas da hipófise é preferencialmente feito com:
Prolactinoma = tratamento preferencial com agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina).
O tratamento preferencial para prolactinomas é com agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina ou bromocriptina, que atuam inibindo a secreção de prolactina e frequentemente resultam na redução do tamanho do tumor, normalizando os níveis hormonais.
Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais comuns, caracterizados pela secreção excessiva de prolactina, levando à hiperprolactinemia. Esta condição pode manifestar-se com galactorreia, amenorreia, infertilidade, disfunção sexual e, em casos de macroadenomas, sintomas compressivos como cefaleia e distúrbios visuais. O diagnóstico envolve a dosagem de prolactina sérica e exames de imagem da hipófise. A fisiopatologia dos prolactinomas está ligada à proliferação de lactotrofos hipofisários. A dopamina, produzida no hipotálamo, é o principal inibidor fisiológico da secreção de prolactina. Assim, a estratégia terapêutica mais eficaz visa mimetizar a ação da dopamina. O tratamento de primeira linha para a maioria dos prolactinomas é medicamentoso, utilizando agonistas dopaminérgicos como a cabergolina ou a bromocriptina. Esses medicamentos são altamente eficazes na redução dos níveis de prolactina e na diminuição do tamanho do tumor, muitas vezes normalizando a função gonadal e aliviando os sintomas. A cirurgia é reservada para casos específicos, como resistência ou intolerância aos agonistas dopaminérgicos, ou quando há compressão de estruturas adjacentes que não respondem à terapia medicamentosa. Residentes devem estar cientes da alta taxa de sucesso do tratamento clínico para prolactinomas.
Os principais agonistas dopaminérgicos são a cabergolina e a bromocriptina. A cabergolina é geralmente preferida devido à sua maior eficácia e melhor perfil de tolerabilidade, com menor frequência de doses.
Eles atuam ligando-se aos receptores D2 de dopamina nas células lactotróficas da hipófise, inibindo a síntese e a secreção de prolactina, além de promover a redução do tamanho do adenoma.
A cirurgia é geralmente reservada para casos de prolactinomas que são resistentes ou intolerantes à terapia com agonistas dopaminérgicos, ou para tumores muito grandes que causam compressão significativa e não respondem ao tratamento medicamentoso.
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