UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
SCV, 32 anos de idade, nuligesta, sem desejo reprodutivo, queixa ausência de menstruação nos últimos 13 meses, e refere que antes tinha ciclos menstruais. Ao exame físico apresenta galactorreia, e os níveis de prolactina estão 09 vezes acima do valor de referência. Trouxe a consulta ainda um exame de beta-hCG sérico negativo e uma ressonância magnética que evidencia o diagnóstico de tumor hipofisário de 1,3cm. Quanto ao tratamento desta paciente, a melhor opção é:
Macroadenoma hipofisário com hiperprolactinemia sintomática → tratamento inicial com agonista dopaminérgico (Cabergolina/Bromocriptina).
Um tumor hipofisário de 1,3 cm é um macroadenoma. A presença de hiperprolactinemia (prolactina 9x VR), amenorreia e galactorreia indica um prolactinoma. O tratamento de escolha para prolactinomas, mesmo macroadenomas, é clínico com agonistas dopaminérgicos, que reduzem a prolactina e o tamanho tumoral.
Prolactinomas são os tumores hipofisários funcionantes mais comuns, caracterizados pela produção excessiva de prolactina. Manifestam-se clinicamente por amenorreia, galactorreia, infertilidade e disfunção sexual, além de sintomas compressivos se forem macroadenomas (>1 cm). O diagnóstico é feito pela dosagem de prolactina sérica elevada e confirmado por ressonância magnética da sela túrcica. A paciente apresenta um macroadenoma (1,3 cm) e hiperprolactinemia significativa, caracterizando um prolactinoma. O tratamento de escolha para prolactinomas, independentemente do tamanho (micro ou macro), é clínico, com agonistas dopaminérgicos como cabergolina ou bromocriptina. Esses fármacos são altamente eficazes em reduzir os níveis de prolactina, diminuir o tamanho tumoral e reverter os sintomas, restaurando a função gonadal e a fertilidade. A cirurgia é considerada apenas em casos de falha terapêutica ou intolerância.
Um macroadenoma hipofisário é um tumor da hipófise com diâmetro igual ou superior a 10 mm (1 cm). No caso, 1,3 cm confirma o diagnóstico.
Agonistas dopaminérgicos (como cabergolina e bromocriptina) são altamente eficazes em reduzir os níveis de prolactina e o tamanho do tumor na maioria dos prolactinomas, normalizando os sintomas e restaurando a função gonadal.
A cirurgia é geralmente reservada para prolactinomas que não respondem ao tratamento clínico, que causam compressão de estruturas adjacentes (como quiasma óptico) com falha da terapia medicamentosa, ou em casos de intolerância aos agonistas dopaminérgicos.
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