SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
JMS, 52 anos, sexo masculino, submetido à gastrectomia subtotal com linfadenectomia a D2, devido a uma neoplasia gástrica. A cirurgia ocorreu de maneira eletiva e sem intercorrências. Levando em consideração os preceitos do projeto ACERTO, qual conduta é a mais adequada para o pósoperatório?
Pós-operatório ACERTO → deambulação precoce, fisioterapia motora e respiratória para otimizar recuperação.
O projeto ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-operatória) preconiza uma série de medidas multimodais para otimizar a recuperação do paciente cirúrgico. Entre elas, a deambulação precoce e a fisioterapia motora e respiratória são fundamentais para reduzir complicações como trombose venosa profunda, atelectasias e perda de massa muscular, promovendo um retorno mais rápido às atividades normais.
O projeto ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-operatória), similar aos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), representa uma mudança de paradigma no cuidado perioperatório. Seu objetivo é reduzir o estresse metabólico e fisiológico da cirurgia, minimizando complicações e acelerando a recuperação do paciente. Essas diretrizes são aplicáveis a diversas cirurgias, incluindo a gastrectomia subtotal, e têm demonstrado resultados superiores em comparação com as práticas convencionais. A fisiopatologia da recuperação pós-operatória envolve uma resposta inflamatória sistêmica, catabolismo e imobilidade, que podem levar a complicações. O ACERTO atua em várias frentes para mitigar esses efeitos. A deambulação precoce, por exemplo, combate a estase venosa e estimula a função pulmonar e intestinal. A fisioterapia motora e respiratória complementa, fortalecendo a musculatura e otimizando a ventilação, prevenindo atelectasias e pneumonias, que são comuns em pacientes submetidos a grandes cirurgias abdominais. As condutas do ACERTO incluem também a otimização nutricional (redução do jejum pré-operatório e alimentação oral precoce), manejo adequado da dor (analgesia multimodal para evitar opioides excessivos) e controle de fluidos. A implementação desses protocolos exige uma abordagem multidisciplinar e um planejamento cuidadoso desde o pré-operatório. A adesão a essas práticas é fundamental para reduzir o tempo de internação, as taxas de complicação e os custos hospitalares, além de melhorar a experiência e o prognóstico do paciente.
Os pilares incluem jejum reduzido, nutrição oral precoce, analgesia multimodal, mobilização precoce, manejo otimizado de fluidos, profilaxia de náuseas e vômitos, e evitar drenos e sondas de rotina. Essas medidas visam reduzir o estresse cirúrgico e acelerar a recuperação.
A deambulação precoce previne complicações como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, atelectasias e perda de massa muscular. Ela também estimula o peristaltismo intestinal, contribuindo para o retorno mais rápido da função gastrointestinal e a alta hospitalar.
A fisioterapia motora e respiratória é crucial para manter a força muscular, prevenir a perda de massa magra, melhorar a capacidade pulmonar e reduzir o risco de complicações respiratórias. Exercícios respiratórios e mobilização ativa são componentes essenciais.
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