CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Dentre as alternativas abaixo, qual a maneira mais adequada para acompanhar progressão em um paciente portador de glaucoma com os exames abaixo?
Glaucoma avançado/macular → Monitorar com CV 10-2 + OCT de células ganglionares (GCC).
Em glaucomas com dano central ou avançado, o campo 24-2 sofre de 'efeito piso'. O 10-2 e a análise macular (GCC) oferecem maior resolução para detectar perdas progressivas.
O paradigma do monitoramento do glaucoma mudou com o reconhecimento de que o dano macular é comum e precoce. Enquanto o campo visual 24-2 e o OCT de fibras nervosas peripapilares são excelentes para o rastreio e glaucoma inicial, eles falham em detalhar a visão central. Para pacientes com glaucoma avançado ou aqueles com ameaça à fixação central, a estratégia 10-2 é mandatória. Complementarmente, o estudo do complexo de células ganglionares (GCC) via OCT fornece uma correlação estrutural robusta, permitindo intervenções terapêuticas mais ágeis antes da perda total da visão central.
O campo visual 10-2 testa os 10 graus centrais com uma grade de pontos muito mais densa (espaçamento de 2°) do que o 24-2 (espaçamento de 6°). Cerca de 30% das células ganglionares estão na mácula; portanto, danos centrais precoces ou progressão em glaucomas avançados são detectados com muito mais precisão no 10-2.
O GCC (Ganglion Cell Complex) mede a espessura das camadas internas da retina na região macular. No glaucoma avançado, a camada de fibras nervosas peripapilar (CFNR) atinge o 'efeito piso' (não afina mais estruturalmente), enquanto o GCC macular pode continuar mostrando perda progressiva, sendo vital para o seguimento.
O efeito piso ocorre quando a camada de fibras nervosas atinge uma espessura mínima (cerca de 40-50 micra) composta por tecido residual não neuronal (gliais e vasos). A partir desse ponto, o OCT peripapilar não consegue mais detectar perda de tecido, tornando o campo visual 10-2 a ferramenta principal para monitorar a progressão.
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