HMV/Moinhos - Hospital Moinhos de Vento (RS) — Prova 2015
Percebendo a expansão do Programa de Saúde da Família (PSF), que se consolidou como estratégia prioritária para a organização da Atenção Primária no Brasil, o governo emitiu a Portaria Nº 648, de 28 de março de 2006, estabelecendo o PSF como a estratégia prioritária do Ministério da Saúde para organização da Atenção Primária. Qual das características abaixo NÃO faz parte do processo de trabalho das equipes de Atenção Primária?
PSF/APS: Prioriza grupos de risco, territorialização, ações extramuros, educação em saúde e intersetorialidade. NÃO atua sem priorização de risco.
O Programa Saúde da Família (PSF), como estratégia prioritária da Atenção Primária, baseia seu processo de trabalho na territorialização, adscrição de clientela, ações extramuros, educação em saúde e intersetorialidade. É fundamental a priorização de grupos e fatores de risco para um cuidado eficaz e equitativo, sendo a não priorização uma característica que NÃO faz parte de sua atuação.
O Programa Saúde da Família (PSF), hoje parte integrante da Estratégia Saúde da Família (ESF), consolidou-se como a principal estratégia de reorientação do modelo assistencial na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, conforme estabelecido pela Portaria Nº 648/2006 (e posteriormente atualizada pela PNAB). Seu objetivo é promover a saúde, prevenir doenças, tratar agravos e reabilitar, com foco na família e na comunidade, e não apenas no indivíduo doente. A APS é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde e coordena o cuidado em todos os níveis. O processo de trabalho das equipes de APS é caracterizado por uma série de atributos essenciais. A territorialização e a adscrição de clientela definem a área de atuação e a população sob responsabilidade de cada equipe, permitindo um conhecimento aprofundado das necessidades locais. As ações são desenvolvidas tanto na Unidade Básica de Saúde quanto no domicílio e em outros espaços da comunidade (ações extramuros), garantindo a acessibilidade e a integralidade do cuidado. A educação em saúde e o desenvolvimento da autonomia individual e coletiva são pilares para a promoção da saúde e a prevenção de doenças. A intersetorialidade, que envolve a articulação com outros setores e redes de apoio social, é fundamental para abordar os determinantes sociais da saúde. Contudo, um aspecto crucial e que NÃO pode ser negligenciado é a priorização dos grupos de risco e dos fatores de risco clínico-comportamentais, alimentares e/ou ambientais. Essa priorização permite que as equipes direcionem seus esforços para as populações mais vulneráveis, otimizando os recursos e promovendo a equidade no acesso e na qualidade do cuidado, o que é um princípio basilar da APS.
Os princípios fundamentais do PSF incluem a territorialização, adscrição de clientela, integralidade do cuidado, longitudinalidade, coordenação do cuidado, participação comunitária e o foco na família e no indivíduo em seu contexto social.
A territorialização permite que as equipes de saúde conheçam as características socioeconômicas, epidemiológicas e culturais da população sob sua responsabilidade, facilitando o planejamento de ações mais efetivas e a identificação de grupos de risco e necessidades específicas da comunidade.
A intersetorialidade é crucial para a atenção integral, pois envolve a articulação da saúde com outros setores (educação, assistência social, saneamento) para abordar os determinantes sociais da saúde, promovendo ações conjuntas que impactam positivamente a qualidade de vida da população e a saúde coletiva.
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