Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Durante uma ação de vacinação em uma Unidade de Saúde da Família, o enfermeiro observa três situações distintas: I. Uma adolescente de 13 anos comparece para atualização da caderneta, sem registro da vacina HPV. II. Um idoso de 70 anos, com doença pulmonar crônica, solicita a vacina contra influenza. III. Uma criança de 1 ano e 3 meses apresentou febre e irritabilidade leve por 24 horas após receber a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Com base nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e no manejo adequado de eventos adversos pós-vacinação, qual é a conduta mais apropriada da equipe de saúde?
HPV = dose única (PNI 2024); Influenza = anual para idosos; Febre leve = evento esperado, não contraindica.
O PNI preconiza a vacinação de rotina para HPV em dose única, influenza anual para grupos de risco (idosos/DPOC) e manejo expectante de reações leves pós-vacinais.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é dinâmico e sofre atualizações frequentes baseadas em evidências epidemiológicas. A transição para a dose única de HPV reflete uma tendência global apoiada pela OMS, visando simplificar a logística e garantir proteção contra cânceres anogenitais. No manejo de eventos adversos, o profissional deve distinguir reações comuns (não graves) de eventos graves ou inesperados. A vacinação de grupos vulneráveis, como idosos com comorbidades pulmonares, é uma estratégia chave de saúde pública para reduzir a carga de doenças respiratórias sazonais. A educação em saúde para os responsáveis sobre os efeitos colaterais esperados aumenta a confiança no sistema de vacinação.
Desde abril de 2024, o Ministério da Saúde do Brasil adotou o esquema de dose única para a vacina HPV quadrivalente em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O objetivo é aumentar a adesão e cobertura vacinal. Grupos especiais, como imunossuprimidos e vítimas de violência sexual, ainda podem seguir esquemas diferenciados de 3 doses.
Sim, idosos (60 anos ou mais) e portadores de doenças crônicas não transmissíveis (como DPOC, asma, cardiopatias) são grupos prioritários para a vacinação anual contra a Influenza. A vacina é composta por vírus inativados, sendo segura e eficaz na redução de complicações graves e internações por pneumonia.
Febre baixa, irritabilidade e dor local são eventos adversos comuns e esperados após a vacina tríplice viral (SCR). A conduta correta é orientar a família, utilizar antitérmicos se necessário e reforçar que esses sintomas não são contraindicações para doses futuras nem exigem notificação como evento grave.
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