UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Diante de diversas tentativas de obtenção e fixação de recursos humanos na Atenção Primária em Saúde, o governo brasileiro criou, em 2013, por meio da Portaria 12.871, o Programa Mais Médicos, o qual tem a finalidade de, exceto:
PMM visa provimento e formação, mas NÃO assegura planos de carreira.
O Programa Mais Médicos foi criado para suprir a carência de médicos na Atenção Primária à Saúde, aprimorar a formação médica e fortalecer o SUS. Contudo, ele não estabeleceu planos de carreira, cargos e salários como um de seus objetivos diretos na portaria de criação.
O Programa Mais Médicos (PMM), instituído em 2013 pela Portaria 12.871, representou uma iniciativa estratégica do governo brasileiro para enfrentar a escassez e má distribuição de médicos no país, especialmente nas regiões mais remotas e vulneráveis. Seu objetivo principal era fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo o acesso da população a serviços de saúde de qualidade. O programa teve um impacto significativo na cobertura da APS e na redução das desigualdades regionais no acesso à saúde. Os objetivos do PMM eram multifacetados, incluindo o provimento emergencial de médicos para áreas com carência, aprimoramento da formação médica com foco na APS e urgência/emergência, e a criação de vagas de residência médica. Além disso, visava a melhoria da infraestrutura das unidades básicas de saúde. A fisiopatologia da carência médica no Brasil é complexa, envolvendo fatores históricos, geográficos e socioeconômicos que o PMM tentou mitigar através de incentivos e políticas de distribuição. Embora o PMM tenha sido crucial para o provimento e aprimoramento da formação, a alternativa incorreta na questão destaca um ponto importante: a Portaria de criação do programa não estabeleceu como um de seus objetivos diretos a garantia de planos de carreira, cargos e salários para os médicos participantes. Essa é uma questão estrutural mais ampla da gestão do trabalho no SUS, que o PMM, em sua concepção inicial, não abordou diretamente como um de seus pilares.
O programa se baseou em três pilares: provimento emergencial de médicos para áreas carentes, aprimoramento da formação médica com foco na APS e reestruturação da infraestrutura das unidades básicas de saúde.
Ele propôs a ampliação da carga horária de Atenção Básica e Urgência/Emergência no internato médico para pelo menos 30% dos dois anos, e a oferta de vagas de residência médica equivalentes ao número de egressos da graduação.
Sim, um dos objetivos era disponibilizar vagas para atuação na Atenção Primária em Saúde brasileira a médicos formados em instituições de educação superior estrangeiras, por meio de intercâmbio médico internacional.
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