Programa Mais Médicos: Impactos na Residência Médica

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2016

Enunciado

Em 8 de julho de 2013, o Governo Federal do Brasil instituiu o Programa Mais Médicos, cuja principal finalidade é a de se amentar os recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre os principais Impactos trazidos pela Lei do Mais Médicos na Formação Médica, destaca-se:

Alternativas

  1. A) Ao menos 50% (cinquenta por cento) da carga horária do internato médico na graduação será desenvolvida na Atenção Básica e em Serviço de Urgência e Emergência do SUS, respeitando-se o tempo mínimo de 2 (dois) anos de internato. 
  2. B) Os Programas de Residência Médica de que trata a Lei no 6.932, de 7 de julho de 1981, ofertarão anualmente vagas superiores ao número de egressos dos cursos de graduação em Medicina do ano anterior (meta a ser implantada progressivamente até 31 de dezembro de 2020).
  3. C) São Programas de Residência Médica de acesso direto: Genética Médica, Medicina Esportiva, Mastologia, Medicina Geral de Família e Comunidade, Medicina Legal, Medicina Nuclear, Medicina do Trabalho, Patologia, Radioterapia e Cirurgia Geral. 
  4. D) As bolsas de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade não poderão receber complementação financeira.
  5. E) O primeiro ano do Programa de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade será obrigatório para o ingresso nos seguintes Programas de Residência Médica: Medicina Interna (Clínica Médica), Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Psiquiatria, Medicina Preventiva e Social.

Pérola Clínica

Lei Mais Médicos → R1 MGFC obrigatório para Clínica Médica, Pediatria, GO, Cirurgia Geral, Psiquiatria, Preventiva.

Resumo-Chave

A Lei do Mais Médicos (Lei nº 12.871/2013) trouxe mudanças significativas na formação médica, incluindo a obrigatoriedade do primeiro ano de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade (R1 MGFC) como pré-requisito para acesso a diversas especialidades básicas, visando fortalecer a Atenção Primária à Saúde.

Contexto Educacional

O Programa Mais Médicos, instituído pela Lei nº 12.871/2013, representou um marco na política de saúde e educação médica no Brasil. Sua principal finalidade foi expandir o acesso e a qualidade da atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões com carência de profissionais. Para isso, a lei abordou desde a formação médica na graduação até a residência, buscando alinhar o perfil do egresso às necessidades do sistema público. Entre os impactos mais significativos na formação médica, destaca-se a alteração na estrutura da residência. A lei estabeleceu que o primeiro ano do Programa de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade (R1 MGFC) seria obrigatório para o ingresso em programas de acesso direto como Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Psiquiatria e Medicina Preventiva e Social. Essa medida visou fortalecer a Atenção Primária à Saúde, garantindo que os futuros especialistas tivessem uma base sólida em cuidados primários e uma visão mais abrangente do paciente e da comunidade. Além disso, a lei também previu o aumento progressivo do número de vagas de residência médica, buscando superar o número de egressos da graduação, e a destinação de parte da carga horária do internato para a Atenção Básica e Urgência e Emergência do SUS. Essas ações, em conjunto, visavam reorientar a formação médica para as necessidades do SUS, promovendo uma medicina mais humanizada, integral e com foco na saúde coletiva.

Perguntas Frequentes

Quais especialidades exigem o R1 de Medicina Geral de Família e Comunidade como pré-requisito?

O primeiro ano de Residência em Medicina Geral de Família e Comunidade (R1 MGFC) tornou-se obrigatório para ingresso em Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Psiquiatria e Medicina Preventiva e Social, conforme a Lei do Mais Médicos.

Qual o objetivo da obrigatoriedade do R1 de MGFC?

O objetivo é fortalecer a Atenção Primária à Saúde, garantindo que os médicos tenham uma base sólida em cuidados primários antes de se especializarem em outras áreas, promovendo uma visão mais integral do paciente.

A Lei do Mais Médicos alterou a carga horária do internato?

Sim, a lei estabeleceu que ao menos 50% da carga horária do internato médico na graduação deve ser desenvolvida na Atenção Básica e em Serviço de Urgência e Emergência do SUS, com tempo mínimo de 2 anos de internato.

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