SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020
A mãe leva seu filho de 4 anos ao serviço de saúde com palidez e manchas vermelhas na pele há mais ou menos 21 dias, nos últimos dias a palidez piorou acentuadamente. Ao exame físico: estado geral comprometido, hipoativo, hipocorado 3+/4+, anictérico e acianótico. Presença de linfoadenomegalia cervical e inguinal. As auscultas respiratória e cardíaca estavam normais. O abdome estava globoso, flácido, com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e o baço palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo. Presença de petéquias e equimoses disseminadas na pele e em mucosa oral e palato. O hemograma, hemoglobina de 5,7 g/dL, volume corpuscular médio de 88 fL, leucometria de 112.000 leucócitos/mm³ com predomínio de linfócitos e 35% apresentando alta relação núcleo citoplasmática e cromatina nuclear frouxa; plaquetometria de 11.000 plaquetas/mm³. Considerando a principal hipótese, qual dos fatores descritos neste caso está associado a um bom prognóstico para este paciente?
LLA pediátrica: Idade 1-9 anos e leucocitose < 50.000/mm³ = bom prognóstico.
Na Leucemia Linfóide Aguda (LLA) pediátrica, a idade do paciente é um dos fatores prognósticos mais importantes. Crianças entre 1 e 9 anos de idade geralmente apresentam um prognóstico mais favorável. Outros fatores incluem a contagem de leucócitos inicial e a presença de alterações citogenéticas específicas.
A Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é o câncer mais comum na infância, representando cerca de 25% de todos os cânceres pediátricos. É caracterizada pela proliferação descontrolada de linfoblastos na medula óssea, que suprimem a hematopoiese normal, levando a anemia, trombocitopenia e leucopenia ou leucocitose com células imaturas. Os sintomas incluem palidez, fadiga, sangramentos, febre, infecções e organomegalia (hepatoesplenomegalia, linfadenomegalia). O diagnóstico da LLA é feito por hemograma completo, que revela citopenias e a presença de blastos no sangue periférico, e confirmado por mielograma com imunofenotipagem e estudos citogenéticos. A estratificação de risco é fundamental para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. Diversos fatores são considerados, incluindo idade, contagem de leucócitos inicial, subtipo imunofenotípico, alterações citogenéticas e resposta precoce à quimioterapia. Entre os fatores prognósticos, a idade é um dos mais importantes: crianças entre 1 e 9 anos de idade geralmente têm um prognóstico mais favorável. Uma contagem de leucócitos inicial abaixo de 50.000/mm³ também é um indicador de bom prognóstico. Outros fatores desfavoráveis incluem a presença do cromossomo Philadelphia (t(9;22)) e a má resposta inicial ao tratamento. A compreensão desses fatores permite aos médicos otimizar os protocolos de tratamento e oferecer o melhor cuidado possível a esses pacientes.
Os principais fatores de bom prognóstico na LLA pediátrica incluem idade entre 1 e 9 anos, contagem de leucócitos inicial menor que 50.000/mm³, ausência de translocação t(9;22) (cromossomo Philadelphia) e boa resposta precoce ao tratamento (doença residual mínima baixa).
A idade é um fator prognóstico crucial porque crianças com menos de 1 ano ou com 10 anos ou mais tendem a ter um prognóstico pior. A faixa etária de 1 a 9 anos está associada a subtipos genéticos mais favoráveis e melhor resposta à quimioterapia.
Uma leucometria inicial abaixo de 50.000 leucócitos/mm³ é considerada um fator de bom prognóstico. Contagens acima desse valor indicam maior carga tumoral e estão associadas a um risco aumentado de recaída e um prognóstico menos favorável.
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